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Wall St termina em queda após Mnuchin diminuir esperanças de estímulo

Por Noel Randewich
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Por Noel Randewich

(Reuters) - Wall Street encerrou em queda nesta quarta-feira, puxado pelos papéis de Amazon e Microsoft, com investidores perdendo as esperanças de que um estímulo fiscal nos Estados Unidos será aprovado antes das eleições presidenciais em novembro.

Comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, de que um acordo provavelmente não seria alcançado antes do pleito fragilizaram ainda mais o sentimento, após a divulgação de balanços trimestrais mistos por importantes bancos de Wall Street.

"Neste ponto, eu diria que ter algo antes das eleições e executá-lo seria difícil apenas considerando onde estamos e o nível de detalhe, mas vamos tentar continuar a trabalhar nessas questões", afirmou Mnuchin em conferência promovida pelo Milken Institute.

As ações dos EUA tiveram um rali nas últimas sessões, com otimismo de que o governo forneceria novo estímulo para reduzir os danos causados ​​pela pandemia do coronavírus.

"O otimismo subiu como um foguete na semana passada e agora está voltando um pouco", disse Mike Zigmont, chefe de operações e pesquisa da Harvest Volatility Management em Nova York. "Acho que um estímulo como um grande evento macro já está precificado nos preços das ações. É apenas uma questão de quando os detalhes surgem e quando o estímulo entra em vigor."

Os papéis da Amazon caíram 2,3% e os da Microsoft, 0,9%, e ambos exerceram a maior influência negativa no S&P 500.

O Dow Jones recuou 0,58%, encerrando aos 28.514 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,66%, aos 3.488,67 pontos. O Nasdaq caiu 0,8%, aos 11.768,73 pontos.

Bank of America recuou 5,3%, e Wells Fargo cedeu 6%, após resultados trimestrais decepcionantes.

(Reportagem adicional de Medha Singh e Shivani Kumaresan em Bengaluru)