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REEDIÇÃO - Wall St desaba com preocupação sobre altas de juros e recessão

Tela mostra gráfico com cotações do Dow Jones na Bolsa de Valores de Nova York em Manhattan

(Reenvia para ativar live data do parágrafo de cotações)

Por David French

(Reuters) - Os principais índices de Wall Street fecharam em queda acentuada nesta sexta-feira, conforme investidores abalados continuaram a se reposicionar em meio a temores de que a política monetária agressiva do Federal Reserve levará a economia norte-americana à recessão.

O Dow Jones evitou por pouco fechar mais de 20% abaixo de seu recorde de 4 de janeiro, de 36.799,64 pontos, o que significa que o índice de blue-chips não confirmou um mercado em baixa ("bear market", em inglês) de acordo com uma definição amplamente utilizada.

Os índices S&P 500 e Nasdaq já estão em um mercado em baixa.

Os três índices sofreram fortes declínios semanais. O Nasdaq cedeu 5,03% --sua segunda semana consecutiva com perdas superiores a 5%--, com o S&P em queda de 4,77% e o Dow em baixa de 4%.

Meia dúzia de bancos centrais, entre os quais os de Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Suíça e Noruega, aumentaram as taxas de juros nesta semana para combater a inflação, mas foi o sinal do Fed de que espera que os juros altos durem até 2023 que pegou os mercados desprevenidos.

"Houve alguns otimistas por aí dizendo que a inflação pode estar sob controle, mas o Fed efetivamente disse a eles para sentar e calar a boca", disse David Russell, vice-presidente de inteligência de mercado do TradeStation Group.

"O Fed está tentando arrancar o band-aid, tentando conter a inflação enquanto o mercado de trabalho ainda está forte."

O índice S&P 500 fechou em queda de 1,72%, a 3.693,23 pontos. O Dow Jones caiu 1,62%, a 29.590,41 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuou 1,8%, a 10.867,93 pontos.

Todos os 11 principais setores do S&P recuaram, liderados por uma queda de 6,8% nas ações de energia. Os papéis relacionados a petróleo e gás foram atingidos pela baixa nos preços da commodity, em resposta a preocupações com demanda em um ambiente recessivo e de dólar mais forte.

O índice de volatilidade da CBOE, também conhecido como o indicador do medo de Wall Street, subiu para uma máxima em três meses, de 29,92.