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VPN criado pela Verizon promete defender dispositivos de ataques quânticos

·3 minuto de leitura

Ao mesmo tempo em que trazem a promessa de revolucionar o mundo, dispositivos baseados na computação quântica também trazem riscos à segurança graças à sua capacidade de calcular rapidamente meios de quebrar métodos de criptografia tradicionais. Pensando em preocupações para esse cenário, a operadora Verizon investiu na criação de uma rede privada virtual (VPN) capaz de resistir a ataques quânticos.

Segundo a companhia, os primeiros testes com a tecnologia foram realizados entre seus laboratórios em Londres e em um centro operado por ela na cidade de Ashburn, na Virgínia. A conexão entre os dois pontos foi realizada usando chaves de criptografia pós-quântica, capazes de resistir de ataques feitos por máquinas robustas.

A empresa considera que o teste bem-sucedido demonstra a possibilidade de trocar com eficiência protocolos de segurança atuais por outros preparados para resistir ao avanço tecnológico. VPNs são usadas para redirecionar o tráfego para servidores remotos específicos, garantindo a segurança e a criptografia de dados — o que garante que, mesmo que eles sejam interceptados, não poderão ser lidos sem a devida chave de decriptografia.

Imagem: Divulgação/Dan Nelson/Pixabay
Imagem: Divulgação/Dan Nelson/Pixabay

A preocupação é que, com a chegada da computação quântica, as proteções atuais se tornem inúteis. Por mais complexo que seja usar a força bruta como forma de quebrar chaves de proteção, uma máquina baseada na nova tecnologia seria capaz de fazer isso com grande velocidade. Essa questão tem motivado pesquisadores ao redor do mundo, que investem em novos chips de proteção e na distribuição de chaves pós-quânticas por satélites, entre outras proteções.

Aposta no futuro

“Muitas comunicações seguras dependem de algoritmos que já foram muito bem-sucedidos em oferecer chaves de criptografia segura durante décadas”, afirmou Venkata Josyula, diretor de tecnologia da Verizon ao site ZDNet. “Mas há pesquisas o suficiente por aí dizendo que elas podem ser quebradas quando houve um computador quântico disponível com certa capacidade. Quando isso acontecer, você quer estar protegendo toda a sua infraestrutura VPN”.

Josyula explica que, enquanto organizações como o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, na sigla em inglês) já estão investindo em algoritmos seguros, a Verizon não quis esperar por esses resultados. “Pode levar 10 ou mesmo 20 anos, então queríamos tê-los prontos cedo para descobrir suas possíveis implicações”.

O que torna os avanços obtidos pela operadora é o fato de eles provarem que algoritmos pós-quânticos podem ser adaptados a infraestruturas já existentes. Isso torna mais fácil a implementação de soluções abrangentes que garantem que, mesmo que computadores quânticos demorem a se popularizar, não haverá brechas que permitam a decriptografia de conteúdos que passam por estruturas desprotegidas.

A Verizon afirma que ainda precisa avançar em suas pesquisas e descobrir soluções viáveis para algumas questões — a entrega das chaves pós-quânticas aos pontos de conexão do VPN, por exemplo, ainda são feitas por métodos inseguros contra ataques quânticos. A empresa pretende continuar realizando novos testes e buscando por soluções que, eventualmente poderão ser aplicadas em toda a sua estrutura no futuro.

Fonte: Canaltech

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