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'Vou esperar a Latam brigar com seus credores na Justiça', diz presidente da Azul

·4 min de leitura
***ARQUIVO***BARUERI, SP, 12.06.2019 - Retrato de John Rodgerson, presidente da Azul Linhas aéreas. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
***ARQUIVO***BARUERI, SP, 12.06.2019 - Retrato de John Rodgerson, presidente da Azul Linhas aéreas. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Recuar para tomar impulso parece ser o novo mantra da Azul. A companhia aérea brasileira, comandada pelo americano John Rodgerson, viu frustrada a sua tentativa de fazer uma oferta hostil pela rival chilena Latam Airlines. Em recuperação judicial, a Latam tinha até a última sexta-feira (26) para apresentar seu plano de recuperação judicial ao Tribunal de Falência dos Estados Unidos, em Nova York.

A apresentação foi feita faltando menos de duas horas para encerrar o prazo. Isso conferiu à Latam exclusividade na negociação da sua dívida com os credores, que soma quase US$ 18 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões). A Latam aderiu à lei de falência dos Estados Unidos (Chapter 11, uma espécie de recuperação judicial) em maio de 2020, seguida dois meses depois pela sua controlada, a Latam Brasil.

"Se a Latam não tivesse entregado o seu plano no prazo, nossa proposta já estaria na mesa do juiz", afirmou à reportagem John Rodgerson. Em conjunto com um terço dos credores, encabeçados pelo banco de investimentos Moelis& Company, a Azul afirma ter feito uma proposta de US$ 5 bilhões (R$ 28 bilhões) pelo grupo chileno.

Já o plano proposto pela Latam envolve a injeção de US$ 8,19 bilhões (R$ 46 bilhões) por meio de uma combinação de capital novo, títulos conversíveis e dívida. "Nossa proposta era melhor, eles vão sair ainda mais endividados", aposta Rodgerson, para quem o plano da rival beneficia muito os atuais acionistas.

"Mas a lei americana dá preferência aos credores, não aos acionistas", afirma o presidente da Azul, que descartou, neste momento, elevar a oferta pela rival. "Eles [Latam] dizem ter apoio de 71% dos credores, mas não é bem assim. Esses credores concordam em analisar o plano, apenas isso. Vai haver uma grande briga judicial envolvendo a Latam e os seus credores", diz.

A Azul, segundo ele, tentou levar a proposta de fusão diretamente à administração da Latam, mas não foi recebida. "Permanecemos fiéis à tese de liderar a consolidação do mercado de aviação brasileiro", afirma Rodgerson. "Depois de março [quando vence o prazo para a aprovação do plano pelos credores], voltamos a avaliar".

Relatório do Goldman Sachs, assinado pelos analistas Bruno Amorim e João Frizo, divulgado nesta segunda-feira (29) afirma que a proposta da Azul previa a divisão do comando da nova companhia entre a aérea, os credores da Latam e os participantes do financiamento. Um grupo independente de gestores assumiria a empresa, conforme o relatório.

"A Azul esperava que a proposta gerasse cerca de US$ 4 bilhões em sinergias, com o crescimento da sua rede e a maior variedade de destinos", diz o relatório. "A Azul afirmou que vai continuar se concentrando nas suas vantagens competitivas e deve avaliar parcerias e oportunidades de consolidação no futuro", segundo os analistas.

"Embora reconheçamos que possa haver sinergias com a combinação proposta, notamos que a nova empresa (Latam + Azul) deteria mais de 60% do mercado interno brasileiro, portanto, esta transação poderia estar sujeita a extensos procedimentos do Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] na análise da fusão e pode haver riscos de execução", afirmam.

Os analistas do Goldman Sachs classificam a ação da Azul como neutra, com preço-alvo de R$ 36,40. Por volta das 15h desta segunda-feira, o papel da companhia registrava alta de 2,32% na B3, cotado a R$ 23,84.

Para Rodgerson, o Cade não é um problema para que a fusão prossiga. "O Cade se importa com sobreposição e eu não tenho sobreposição com a Latam", diz o executivo. "Hoje, com as nossas rotas que envolvem 130 destinos, haveria menos sobreposição do que houve com a Trip [comprada pela companhia em 2012] e menos do que a Gol com a Webjet [operação de 2011]", diz ele.

Menos Paris e mais Trancoso Sobre 2022, o executivo acredita que o mercado deve permanecer volátil, por ser um ano eleitoral. A pandemia vai fazer com que as aéreas, incluindo a Azul, valorizem o turismo doméstico.

"A melhor coisa que pode acontecer para o Brasil é que o país feche fronteiras e os que ricos gastem o seu dinheiro aqui", afirma. "Ter menos viajantes indo a Paris e mais gente visitando Trancoso ajuda a economia local", diz.

Quanto à nova variante, ômicron, Rodgerson acredita que a solução está no avanço da vacinação. "A África do Sul [onde a variante foi detectada pela primeira vez] tem 23% da população vacinada, enquanto o estado de São Paulo atingiu 100%", diz. "É uma variante mais contagiosa, mas não está matando."

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