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Votorantim lança braço imobiliário em aposta em recuperação pós-Covid

Carolina Mandl
·2 minuto de leitura

Por Carolina Mandl

SÃO PAULO (Reuters) - A Votorantim está lançando um braço imobiliário, disse o presidente-executivo de uma das maiores holdings do Brasil, João Schmidt, em entrevista nesta quinta-feira, apostando em um maior crescimento da demanda por moradias e na renovação do mercado de escritórios.

A Altre, como é chamada a subsidiária recém-lançada, está inicialmente sendo formada com terrenos industriais não utilizados da Votorantim, mas Schmidt disse que a empresa está em busca de novos ativos, incluindo a construção de edifícios comerciais.

"Após a pandemia, as empresas mudarão a forma com que as pessoas trabalham, com uma maior abertura para o trabalho remoto, mas os funcionários ainda precisarão de um local para se reunir", disse o executivo à Reuters.

Ele acrescentou que os inquilinos tendem a exigir mais espaço entre os colaboradores e tetos mais altos para melhor ventilação.

A aposta da Votorantim no mercado imobiliário é parte de um esforço para diversificar o modelo de negócio e proporcionar um fluxo de dividendos mais estável. Além do setor imobiliário, a Votorantim analisa alvos de aquisição em infraestrutura, energia, saúde e cimento fora do Brasil.

Nesta quinta-feira, a empresa anunciou que teve um prejuízo de 3,1 bilhões de reais em 2020, revertendo lucro líquido de 4,9 bilhões no ano anterior, devido a baixas contábeis com a redução de expectativas de geração de caixa para minas no Peru e aumento do pagamento de dívidas em dólar.

A receita cresceu 19%, para 36,7 bilhões de reais, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) aumentou 35%.

A dívida líquida da Votorantim encerrou 2020 em 1,63 vez o Ebitda, o menor patamar nessa medição desde 2008, e a empresa deve encerrar este ano no mesmo patamar.

O vice-presidente financeiro da holding, Sergio Malacrida, afirmou que o grupo teve lucro ainda não divulgado no primeiro trimestre deste ano, mas a holding não faz previsões para o resultado no ano.

"Há muita incerteza pela frente, incluindo a velocidade da vacinação e um menor auxílio emergencial do governo para ajudar a lidar com a pandemia", disse Schmidt.

O executivo também afirmou não estar certo se as reformas em edificações, que impulsionaram em parte as vendas de cimento no ano passado, vão seguir no mesmo ritmo este ano.