Mercado abrirá em 1 h 31 min
  • BOVESPA

    125.675,33
    -610,27 (-0,48%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.634,60
    +290,49 (+0,57%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,47
    -0,15 (-0,20%)
     
  • OURO

    1.831,60
    -4,20 (-0,23%)
     
  • BTC-USD

    38.889,41
    -1.275,14 (-3,17%)
     
  • CMC Crypto 200

    923,62
    -6,74 (-0,72%)
     
  • S&P500

    4.419,15
    +18,51 (+0,42%)
     
  • DOW JONES

    35.084,53
    +153,60 (+0,44%)
     
  • FTSE

    7.016,82
    -61,60 (-0,87%)
     
  • HANG SENG

    25.961,03
    -354,29 (-1,35%)
     
  • NIKKEI

    27.283,59
    -498,83 (-1,80%)
     
  • NASDAQ

    14.897,25
    -140,50 (-0,93%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,0303
    -0,0102 (-0,17%)
     

Voto impresso 'vai ser um mal para a democracia brasileira', diz Barroso

·3 minuto de leitura

BRASÍLIA — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou em entrevista coletiva nesta segunda-feira que diante da aprovação da PEC do voto impresso pelo Congresso, a Corte adotará todas as medidas necessárias para a sua implementação ainda nas eleições de 2022. O ministro, contudo, voltou a afirmar que na sua avaliação a adoção do voto impresso representa o retorno das fraudes no processo eleitoral.

— O voto impresso vai potencializar o discurso de fraude e vão pedir, como já se pediu aqui, a contagem pública de 150 milhões de votos, e contagem pública só pode ser manual. Portanto, nós vamos entrar no túnel do tempo, e voltar ao tempo das fraudes em que as pessoas comiam votos, urnas desapareciam, apareciam votos novos. Nós vamos produzir um resultado muito ruim, portanto vai ser um mal para a democracia brasileira — disse.

A entrevista foi concedida após uma reunião da equipe técnica do TSE com 12 deputados que fazem parte da comissão especial que analisa a PEC 135/2019. Na abertura da reunião, o ministro afirmou que o objetivo do encontro era demonstrar aos integrantes da comissão o trabalho realizado pelo TSE para garantir eleições seguras, transparentes e totalmente auditáveis e responder aos questionamentos dos parlamentares sobre o funcionamento da urna.

— Essa sessão de trabalho procura demonstrar que as eleições brasileiras são seguras, transparentes e auditáveis e vamos percorrer cada item com questões técnicas. Não é para mudar a convicção e compromissos políticos de cada um, é para mostrar transparência e fiscalização — afirmou.

Uma das participantes do encontro, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) -- que é autora é da proposta que prevê a impressão do voto assim que ele for feito na urna eletrônica -- defendeu a contagem pública dos votos e disse que a dúvida do eleitor não pode ser desprezada.

— O escrutínio tem que ser público, a contagem é um ato administrativo. o voto é secreto, mas a contagem tem que ser pública e tampouco pode ser feita em uma sala do TSE — declarou.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que também estava na comitiva, reforçou o discurso de Kicis sobre contagem pública dos votos e disse que há entre os eleitores brasileiros um "sentimento de desconfiança" que não havia no passado.

Barroso afirmou ainda que toda iniciativa de investigação por parte da Polícia Federal para o levantamento de possíveis denúncias de fraude nas eleições anteriores será acolhida pelo TSE, conforme o protocolo normal adotado pelo Poder Judiciário para esses casos.

Nesta sexta-feira, a colunista Malu Gaspar mostrou que a direção da PF enviou às superintendências regionais uma ordem para que forneçam à Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) todas as denúncias de fraudes na urna eletrônica recebidas pela corporação. A comunicação foi disparada duas horas depois de uma entrevista em que Barroso desafiou Bolsonaro a apresentar provas de fraudes no uso da urna eletrônica nas eleições de 2018.

— A única coisa que eu posso dizer é que qualquer cidadão, seja a Polícia Federal ou não, que tenha algum elemento relativo à ocorrência de fraude que seja relevante ao processo eleitoral, nós temos todo o interesse de receber. A verdade é que, desde 1996, quando começaram as urnas eletrônicas, até hoje, portanto, passados 25 anos, nunca chegou nada documentado de fraude — disse.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos