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Voto de Flávio Bolsonaro na PEC Emergencial irrita policiais, que criticam discurso eleitoreiro de presidente

CAMILA MATTOSO
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um voto de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) nesta quarta (3) contra uma emenda na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial irritou policiais. Ideia do senador Marcos do Val (Podemos) pretendia deixar diversas forças de segurança protegidas das mudanças previstas pela PEC, como a que proíbe reajuste salarial. O senador votou contra a proposta do colega, que foi rejeitada. Dessa forma, o texto que seguiu para a Câmara prevê que policiais estarão na mesma situação que demais servidores públicos. O episódio e a polêmica sobre prioridade da vacinação estão levando a atritos entre Jair Bolsonaro e a categoria, sua importante base eleitoral. Em nota, a FenaPRF (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais) disse que o governo foi contra a valorização dos profissionais de segurança pública. Para os policiais, o apoio do governo Bolsonaro, inclusive com o voto do senador Flávio Bolsonaro contra a emenda, mostra que a “segurança pública parece ser utilizada apenas como uma bandeira eleitoreira”. No entendimento dos PRFs, mesmo sendo uma bandeira de Bolsonaro, não há no governo “uma política verdadeira de valorização” dos agentes de segurança pública. A UPB (União dos Policiais do Brasil) também criticou o comportamento do executivo federal na votação da PEC Emergencial. As 24 entidades representativas de carreiras policiais da UPB assinaram uma nota pública em que classificam como “chantagista” a PEC enviada pelo governo e lamentam o “descaso do governo federal” com os policiais. Sobre a atuação da base de apoio de Jair Bolsonaro para derrubar a emenda proposta pelo senador Marcos do Val (Podemos), a UPB afirma ser uma demonstração de que o governo “não cumpre e nem pretende cumprir a promessa de valorização dessas carreiras”. Em um plano divulgado pelo Ministério da Saúde no fim de janeiro, a orientação é para que presos sejam vacinados antes de agentes penitenciários e antes também de outras forças. Nesta quinta (4), secretários de Segurança deram início a uma articulação para pedir que a programação da pasta de Eduardo Pazuello seja alterada. Eles acionaram o ministro André Mendonça (Justiça). A PEC Emergencial estabelece em seu texto, aprovado no Senado, uma série de proibições para contratação de pessoal, realização de concursos, reestruturação de carreira, aumento salarial e promoção funcional quando o governo passa por problemas fiscais. A emenda proposta pelo senador Marcos do Val contemplava Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias civis, polícias militares e corpos de bombeiros, além de polícias penais federal, estaduais e distrital.