Mercado abrirá em 4 h 12 min

Voos nacionais não serão proibidos, mas cruzeiros terão restrição

Rafael Bitencourt

Secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, pede que população suspensa ou adie cruzeiros turísticos O secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, afirmou nesta sexta-feira que, após horas de reuniões com técnicos da pasta ontem à noite, chegou à conclusão de que não será feito o monitoramento de casos suspeitos de coronavírus (covid-19) em voos nacionais, apesar de São Paulo e Rio de Janeiro terem registrados hoje casos de transmissão sustentada do vírus.

O secretário considera que o trabalho de monitoramento de milhares de voos domésticos seria “muito complexo”, sem garantia de produzir resultados efetivos. Isso porque a transmissão do vírus no território nacional pode ocorrer também pelo fluxo terrestre — em rodoviárias, por exemplo. Neste caso, não haveria condições, ressaltou, de fazer um monitoramento tão amplo.

“Não vamos adotar internamente esse tipo de medida, que não vai surtir efeito e vai gerar muito mais dificuldade. A gente perde o foco da situação”, comentou durante entrevista a jornalistas.

Oliveira disse que os Estados Unidos, por exemplo, mantêm o foco no monitoramento de voos internacionais. Segundo ele, o país registrou mais de 400 infecções relacionadas à viagem ao exterior, o que motivou a restrição a voos para “vários” destinos internacionais.

Hoje, o Ministério da Saúde recomendou que as pessoas que retornarem do exterior cumpram o isolamento voluntário por sete dias, contados da data do desembarque no Brasil. Essas pessoas só devem procurar um posto de saúde quando apresentarem sintomas.

Sobre cruzeiros turísticos, o secretário recomentou que a população suspenda ou adie esse tipo de viagem. Além disso, ele informou que está em contato com as secretarias estaduais para que não haja o atracamento desses navios nos portos marítimos.

“Se é um cruzeiro que já iniciou, está em trânsito, obviamente nós temos que equacionar essas ações pra que tenham segurança, atenção, cuidado e respeito no manejo, mas, se é um cruzeiro que não iniciou ainda, ele tem que ser interrompido”, afirmou Oliveira. Ele explicou que a ideia é evitar que ocorra situações como a do cruzeiro no Japão que precisou ficar vários dias em quarentena após registrar casos de infecção entre os turistas.