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Volume de serviços sobe 2,9% em agosto, maior taxa para o mês desde 2011, aponta IBGE

Gabriel Vasconcelos
·6 minutos de leitura

Apesar disso, o setor ainda tem de crescer 10,8% para recompor as perdas da pandemia de covid-19, calculam os técnicos do IBGE. Pixabay O volume de serviços prestados no país teve alta de 2,9% em agosto na comparação com julho, na série com ajuste sazonal, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a terceira taxa positiva consecutiva após uma sequência de quatro taxas negativas. Essa também foi a maior taxa para um mês de agosto e a segunda maior de toda a série do IBGE iniciada em 2011, só ficando atrás da taxa registrada em junho desse ano (5,3%). O setor, contudo, foi um dos mais afetados por medidas de restrição social, implantadas desde março para diminuir contaminação por covid-19. Em relação a agosto do ano passado, o volume de serviços caiu 10% em agosto desse ano. Com o resultado, o setor passou a acumular queda de 9,0% no ano e recuo de 5,3% em 12 meses até agosto. O IBGE informou ainda que a receita nominal de serviços — que não desconta a inflação do mês — subiu 3,5% em agosto ante julho. Na comparação com agosto do ano passado, entretanto, houve queda de 10,4%. No ano, a receita acumula queda de 8,2%, com retração de 3,7% em 12 meses até agosto. Quatro das cinco atividades investigadas IBGE impulsionaram a alta em agosto no volume de serviços. O principal destaque positivo foram os serviços prestados às famílias, com alta de 33,3% na margem, e transportes, que subiram 3,9% na mesma base de comparação. Os serviços prestados às famílias registraram a taxa positiva mais intensa da série histórica, iniciada em janeiro de 2011, mas ainda está distante do patamar de fevereiro (-41,9%), mês que antecedeu o início da pandemia de covid-19. Já transportes acumulam ganho de 18,8% nos últimos quatro meses, após terem perdido 25,2% entre março e abril de 2020. Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (1,0%) e de outros serviços (0,8%). O primeiro acumulou ganho de 5,4% no período de junho a agosto, após recuar 18,0% entre março e maio, e o segundo avançou 11,9% nos últimos três meses, após recuar 11,6% nos três meses mais agudos da pandemia. O único resultado negativo em agosto foi o dos serviços de informação e comunicação (-1,4%), acomodando o avanço de 6,3% em volume captado entre junho e julho. Em 21 das 27 unidades da federação pesquisadas pelo IBGE, houve expansão no volume de serviços em agosto frente a julho. Entre os locais que experimentaram alta, São Paulo (2,5%) exerceu o impacto positivo mais importante. Outras contribuições positivas relevantes vieram de Minas Gerais (5,8%), do Rio de Janeiro (1,9%) e de Santa Catarina (3,4%). Em contrapartida, Mato Grosso (-2,7%) e Tocantins (-5,5%) registraram as principais retrações. Na comparação interanual, ou seja, com agosto de 2019, o recuo do volume de serviços no Brasil foi acompanhado por 26 das 27 unidades da federação. A principal influência negativa foi São Paulo (-9,7%), seguido por Rio de Janeiro (-7,5%), Paraná (-14,1%), Bahia (-23,4%) e Rio Grande do Sul (-15,1%). Somente Rondônia (0,0%) não experimentou retração, mantendo estabilidade frente a agosto de 2019. Já no acumulado de 2020, frente a igual período do ano anterior, a queda do volume de serviços no Brasil se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 26 das 27 unidades da federação também mostraram retração na receita real de serviços. O principal impacto negativo em termos regionais veio de São Paulo (-8,4%), seguido por Rio de Janeiro (-6,9%), Rio Grande do Sul (-14,5%) e Minas Gerais (-8,7%). Por outro lado, a única contribuição positiva no índice nacional veio de Rondônia (3,5%). Recuperação pode não ocorrer em 2020 Mesmo com crescimento de volume nos últimos três meses, os serviços ainda têm de crescer 10,8% para recompor as perdas da pandemia de covid-19, calculam os técnicos do IBGE. De março, quando a crise começou, até agosto, o saldo é um recuo de 9,8% para o conjunto dos cinco segmentos investigados. De acordo com o gerente da PMS, Rodrigo Lobo, nenhum desses segmentos foi capaz de recompor as perdas impostas pela crise, mesmo com a flexibilização crescente do isolamento social. "Com relação aos segmentos de serviços, nenhum voltou o patamar pré-pandemia e o acúmulo de taxas positivas torna mais difícil a recuperação já que a base de comparação está mais elevada. Então, as próximas taxas talvez percam um pouco de fôlego. A recuperação ainda vai levar algum tempo e acho difícil que ocorra ainda neste ano. Em 2020, talvez, a gente não veja isso", disse Lobo. Entre os segmentos de serviços, o saldo mais negativo desde o início da pandemia vem daqueles prestados às famílias, que acumula perda de volume de 41,9% desde março. Nesse segmento, as atividades de alimentação e alojamento ainda são as mais prejudicadas (-43,9%). Segundo o IBGE, o segmento têm um peso de apenas 5% no conjunto dos serviços prestados no país, a despeito do alto potencial de geração de emprego. Em seguida, sob a perspectiva de perdas acumuladas, vem o segmento de Serviços profissionais, administrativos e complementares com um saldo negativo de 13,7% na pandemia até agosto. Esses serviços têm peso de 20% no índice geral do IBGE para o setor. Já o segmento de transportes, que tem um peso de 32%, surge como o terceiro mais prejudicado do setor com perda de volume de 11,1% nos seis meses de crise sanitária até agosto. Aí, a atividade de transporte aéreo é de longe a mais prejudicada, com um saldo negativo de 52,8% no período. Segundo Lobo, o setor de transportes passou por intensa restrição de março a abril para, em seguida, voltou a apresentar uma recuperação "contínua, mas vagarosa" até então. "O transporte de passageiros aéreo (14,6%) e rodoviário (4,3%) tiveram avanços no mês de agosto, justificando um pouco o crescimento do setor. Aliado a isso, a parte de armazenamento e transporte rodoviário de mercadorias também avançou. Houve uma correlação interessante com o varejo, que alcançou o ponto mais alto da série histórica em agosto devido ao aumento do consumo online das familias", disse Lobo. O técnico destacou que o segmento com o maior peso no índice geral (35%), o de Serviços de informação e comunicação, tem uma perda acumulada de apenas 2,5% no período da pandemia e está próximo de voltar ao patamar de fevereiro. "Os setores mais próximos da recuperação, que tem a maior probabilidade de recompor volume, são os serviços de informação e comunicação, devido ao dinamismo dos serviços de tecnologia, que também perderam pouco na crise, e os chamados outros serviços", afirmou Lobo. Entre outros serviços, o IBGE elenca tudo que não se encaixa nas demais categorias, com destaque para atividades financeiras auxiliares. "Com a redução da taxa de juros as famílias têm procurado outras formas de investimento que não a tradicional poupança e muitas têm migrado para a bolsa de valores ou investindo em títulos de renda fixa. Devido a esse movimento, as empresas que atuam como intermediarias tiveram suas receitas aumentadas e isso puxou o conjunto dos outros serviços", explicou Lobo.