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Volta de Covid ameaça outro inverno difícil no hemisfério norte

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- Restaurantes e salões de beleza fechados. Aulas online. Toque de recolher depois das 20h. Pelo menos um país da Europa já voltou ao modo crise, enquanto a Covid volta a ganhar força em lugares como Reino Unido, Rússia e Singapura.

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A resposta da Letônia é a mais extrema, mas o país báltico não está sozinho na batalha contra um surto de coronavírus reminiscente de 2020. O Reino Unido, que liderou a imunização da população e eliminou a maioria das restrições relacionadas à Covid, agora registra o maior número de casos desde julho. Na Alemanha, as infecções estão no nível mais alto desde maio.

Em países onde as taxas de vacinação são mais baixas, a situação é pior. Com as mortes por Covid em níveis recordes na Rússia, o governo de Moscou pode entrar em lockdown este mês. A Romênia ficou sem leitos de terapia intensiva.

A variante delta, altamente contagiosa, também provoca surtos de Covid na China e na Austrália, países que adotaram uma política de tolerância zero contra o coronavírus. Nos Estados Unidos, onde os surtos que atingiram o país em meados do ano foram controlados, o governo ampliou o acesso a doses de reforço para tentar evitar outra onda.

Com o inverno chegando no hemisfério norte, a pandemia não está indo a lugar nenhum, minando as esperanças de que as vacinas seriam um caminho rápido para sair da crise. E embora os imunizantes tenham se mostrado eficazes na redução de casos graves e mortes, nem sempre evitam a infecção ou a transmissão e sua potência diminui com o tempo, tornando o cenário mais complicado do que há um ano.

“A expectativa de queda das temperaturas, a redução da eficácia das vacinas e e diferenças na cobertura de imunização dificultam prever a evolução da epidemia”, disse Arnaud Fontanet, epidemiologista do Institut Pasteur que assessora o governo francês. “As próximas três a seis semanas serão fundamentais.”

Não há dois países iguais, mas algumas coisas são claras: os que vacinaram antes, como Israel, EUA e Reino Unido, são os primeiros a enfrentar a queda da eficácia das vacinas. Os que mantêm medidas de proteção extras de saúde pública - sejam máscaras, passaportes de imunidade ou limites para reuniões - parecem se sair melhor. E países onde cidadãos recusaram imunizantes mostram o pior quadro.

Como nos EUA, o governo do Reino Unido também incentiva idosos e outras pessoas vulneráveis a tomarem doses de reforço. Alguns cientistas dizem que isso não é suficiente e pedem ao primeiro-ministro Boris Johnson para restabelecer a exigência de máscaras em ambientes com aglomerações, passaportes de vacinação para grandes eventos e aconselhar mais trabalho remoto.

“Não temos que ver esse aumento”, disse Bruce Aylward, conselheiro sênior da Organização Mundial da Saúde em coletiva de imprensa na quinta-feira. “As vacinas são parte importante disso, mas são apenas parte da questão - como distanciamento social, máscaras.”

Certificado

Na Europa, países como Itália, Alemanha e França tentaram seguir o caminho do meio, contando com uma combinação de certificados de vacinação, máscaras e testes para apoiar as campanhas de vacinação e evitar novos lockdowns. O modelo tem se espalhado: a Bulgária, o país menos vacinado da União Europeia, impôs seu próprio passe de vacinação na semana passada.

Na Itália, onde é necessário um passe para entrar em restaurantes, teatros e academias, o primeiro-ministro Mario Draghi criticou a abordagem mais frouxa do Reino Unido, dizendo que o país “abandonou toda cautela” e agora enfrenta as consequências.

A estratégia da Europa é “um experimento”, disse Marion Koopmans, que chefia o departamento de virosciência do Erasmus University Medical Center, à margem de uma conferência no mês passado. Algumas incógnitas ainda podem entrar em jogo, incluindo o potencial para uma onda combinada de Covid e infecções de gripe, disse.

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