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Volta às aulas: Apenas 5% dos alunos compareceram nas escolas estaduais em SP, diz entidade

João de Mari
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Apesar de urgente, o a volta às aulas precisa da garantia de condições para um retorno seguro. (Foto: Reprodução/Campanha Nacional pelo Direito à Educação)
Apesar de urgente, o a volta às aulas precisa da garantia de condições para um retorno seguro (Foto: Reprodução/Campanha Nacional pelo Direito à Educação)

Apenas 5% dos alunos da rede pública em São Paulo compareceram presencialmente nas escolas estaduais no retorno às aulas nesta segunda-feira (8), de acordo com o cálculo do Sindicato dos Professores do Estado de SP (Apeoesp). O número é muito abaixo do percentual pretendido pelo governo do estado, que estimava a volta de 30% dos estudantes.

“Isso mostra que a sociedade está consciente dos riscos da reabertura das escolas neste contexto de grave pandemia e demonstra que o diálogo que a Apeoesp vem realizando obteve resultados. Atendendo nosso apelo para que não enviem seus filhos às escolas nesta situação, pais e mães se recusaram a colocar seus filhos e suas famílias em risco”, diz trecho do comunicado oficial da entidade.

As unidades escolares foram liberadas para o retorno a partir desta segunda com protocolos de proteção contra a propagação da Covid-19. O governo do estado afirmou que 88% das escolas estaduais, cerca de 4,5 mil, voltaram a receber estudantes presencialmente nesta segunda-feira (8).

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Em coletiva de imprensa, nesta segunda, o governador João Doria (PSDB) anunciou que o ano letivo de 2021 teve início para 3 milhões dos 3,3 milhões de alunos que foram autorizados a retomar as aulas presenciais, em sistema de rodízio, em 4,5 mil das 5,3 mil escolas da rede estadual de São Paulo.

Mas, segundo o diretor de comunicação do Apeoesp, Roberto Guido, o número de alunos que retornaram às atividades presenciais é tão pequeno que as escolas estão se reunindo com pais para tentar convencê-los a mandarem os filhos para as escolas.

“Acabei de vir de uma escola da Mooca [bairro de classe média na Zona Leste], e o pessoal estava fazendo reunião com pais para tentar convencê-los a mandarem os filhos para as escolas”, afirma Guido.

Para ele, os professores e estudantes querem voltar às aulas, mas não em um cenário grave de pandemia. Segundo ele, que esteve em algumas unidades escolares no dia do retorno, há escolas sem água e com salas onde as janelas não abrem.

“Na segunda, estive em uma escola na periferia da Zona Sul que não tem água e não tem funcionários suficientes. Hoje (9), estive em um colégio mais central, na Mooca, e a escola está bonitinha, as janelas abrem, há espaço, há álcool em gel, mas que a diretora não soube me dizer como vai conseguir manter a organização. Não há funcionários suficientes para ajudar no controle do distanciamento social”, afirma.

A volta às aulas em São Paulo gerou sentimentos controversos em pais de alunos. No entanto, Guido também avalia que os pais e mães já estão organizados para manter os filhos em casas depois de praticamente um ano de isolamento social.

“Uma parcela dos pais podem até ter problema de onde deixar os filhos com as escolas fechadas, mas, neste ano de pandemia, as comunidades e famílias já se organizaram para esta situação que deixou de ser determinante de certa forma”, avalia.

Greve dos professores

O sindicato que representa os professores do estado começou uma greve nesta segunda e condicionou a volta às aulas presenciais à vacinação da categoria. Segundo dados da Apeoesp, 15% dos professores aderiram à greve. A categoria estima que a adesão à greve vai aumentar nos próximos dias.

“Nós queremos dialogar com os pais dos alunos e nós nos submetemos até no teletrabalho, nós nos submetemos às aulas virtuais, mas nós não queremos trabalhar presencialmente por conta de ter a possibilidade de ser acometido pelo coronavírus", afirma a presidente do sindicato Bebel Noronha, referindo-se aos casos elevados na pandemia.

A entidade tem representantes de base em 94 subsedes em São Paulo, os chamados Representantes de Escola, que são responsáveis por levar informações das unidades ao sindicato e vice-versa.

A secretaria estadual da Educação alegou que a adesão à greve foi baixa e que não atrapalhou a retomada. De acordo com a pasta, cerca de 5% dos professores escalados para as aulas presenciais não compareçam às escolas.

Em relação à reivindicação do sindicato, de vacinar os professores, o secretário Rossieli Soares diz que os professores serão imunizados nas próximas etapas.

“Não dá pra atrelar [a volta às aulas] à vacinação, mas nós não podemos abrir mão de termos as escolas fechadas e se tiver qualquer medida necessária, nós tomaremos. Se o sindicato quiser sentar pra conversar e negociar, deve ser numa base de como deve ser o retorno seguro, e não condicionada somente à vacinação", afirmou ao G1.

Plano São Paulo

O estado tem 5.100 escolas estaduais — nem todas reabriram nesta semana. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, entre as cerca de 600 escolas que não abriram, estão unidades que não concluíram reformas a tempo do retorno às aulas

O retorno presencial, entretanto, é gradual e está condicionado à autorização das prefeituras. Mesmo nos municípios autorizados, a presença dos alunos nas escolas não é obrigatória nas regiões que estejam na fase vermelha, laranja ou amarela do Plano São Paulo, mas as escolas poderão permanecer abertas e com atividades nessas etapas.

Na rede estadual, neste início do ano letivo, a presença é limitada a até 35% dos alunos matriculados. Cada unidade poderá definir como irá realizar o rodízio de alunos e suas atividades presenciais e remotas. A carga horária também poderá ser adaptada para o cumprimento das normas.

Segundo dados do sindicato, que teve acesso as informações de 96 escolas do estado, há 209 casos confirmados do coronavírus entre alunos e funcionários.