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De volta às ruas: delegado youtuber diz que vai focar em preparo físico e mental para caso precise 'correr ou trocar tiros sozinho'

·2 minuto de leitura

RIO — O delegado Carlos Alberto da Cunha, de 43 anos, conhecido como "Da Cunha", comunicou nas redes sociais, nesta terça-feira, que está se preparando fisicamente e psicologicamente para voltar a fazer “reportagens investigativas” de ações policiais e de traficantes nas ruas de São Paulo. Segundo o delegado, que está afastado de suas funções sob acusação de peculato, o bom condicionamento é essencial caso ele precise “correr ou trocar tiros sozinho”.

Durante o comunicado ao público, Da Cunha também se filmou em uma loja de armas, enquanto escolhia um modelo de sua preferência. “Estou me organizando para voltar para a rua, mas tiram todas as (minhas) armas e preciso comprar. Eu estava querendo um fuzil de no máximo umas 12 polegadas”, disse o youtuber ao vendedor da loja. O delegado compartilhou ainda várias fotos nos stories do Instagram segurando armas e fuzis, e afirmou que ainda não está com condições financeiras para adquirir uma.

De acordo com Da Cunha, ele pretende aprimorar suas habilidades de luta e investir na estruturação mental “através de meditação e estudos do poder do inconsciente”. Os treinos serão alinhados junto a uma dieta baseada em fruta, legumes, verduras e baixa caloria, que o delegado disse que compartilhará com o público através das redes sociais. Por fim, ele comentou que não é mais "delegado da Cunha", mas sim "comunicador Da Cunha".

Neste domingo, o delegado também publicou nas redes sociais vídeos de uma operação policial na Cracolândia, em São Paulo, que, segundo ele, teria acontecido na última sexta-feira. Mesmo proibido de realizar tais gravações, as cenas, aparentemente filmadas pelo próprio youtuber e divulgadas em seu perfil do Instagram, mostram a Polícia Civil tentando dispersar centenas de usuários de crack da região.

Da Cunha foi indiciado na última quinta-feira, sob a alegação de que vinha utilizando a estrutura da Polícia Civil para gravar vídeos de operações oficiais que foram exibidos em suas redes sociais particulares. O delegado está afastado de suas funções desde julho, acusado de ter causado danos à imagem da Polícia Civil e à segurança da população com as postagens.

O estopim para a suspensão do agente foi um post em que cita uma ação solitária na Cracolândia. Da Cunha aparece armado na foto, acompanhada pelo texto: "Operação São Paulo em andamento. De volta às ruas. Mas agora sozinho.O tio Da Cunha só sabe de uma coisa #pracimadeles". A ação começou a ser chamada de "Operação Rambo", após a publicação de uma reportagem da "Folha de S. Paulo". O policial responde, no total, a sete processos por causa de posts em redes sociais.

O GLOBO procurou a Polícia Civil de São Paulo para esclarecer se, mesmo afastado de suas funções, Da Cunha pode ter porte de armas e seguir compartilhando conteúdos independentes, mas não obteve resposta. A assessoria de imprensa do delegado também foi procurada pela reportagem, porém ainda não encaminhou um posicionamento.

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