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Volta às aulas no Rio: prefeitura não anuncia abertura de novas escolas municipais há um mês

Pedro Zuazo
·3 minuto de leitura

RIO — Após anunciar que abriria novas escolas municipais toda semana, até chegar às 1.543 unidades da Rede, a Secretaria Municipal de Educação do Rio vai completar um mês sem abrir novas escolas. A pasta informou que não haverá abertura de novas unidades essa semana. A última leva foi em 17 de março, quando a prefeitura abriu mais 149 escolas, elevando o total para 419 unidades em funcionamento, o que representa 27% da rede.

Mesmo as unidades que já foram abertas para aulas presenciais funcionam apenas parcialmente: recebem os alunos de pré-escola, 1º e 2º ano do ensino fundamental. O início da segunda fase do plano de volta às aulas do município, que prevê o retorno das crianças maiores de 8 anos às salas de aula, foi adiado e não tem data definida para começar. Em nota, a secretaria informou que o "novo calendário de fases está sendo elaborado". Segundo a pasta, foi necessário alterar as datas por causa dos dias de medidas mais restritivas vividos pela capital recentemente.

Como O GLOBO mostrou na última segunda-feira, a retomada da educação avança em marcha lenta na rede municipal do Rio. Para alunos que não têm acesso à internet, uma das opções são as videoaulas transmitidas pela TV Escola. No entanto, o conteúdo oferecido na telinha para os excluídos digitalmente é escasso: são 15 minutos de aula por dia para cada ano escolar, exibidos pela manhã e reprisados à tarde. Nesse ritmo, considerando a carga mínima de 800 horas de aula por ano exigidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, seriam necessários mais de oito anos para atingir a meta.

Para essas famílias, a prefeitura oferece apostilas impressas que podem ser retiradas nas escolas e trabalhadas em casa. Porém, mães com pouca ou nenhuma formação reclamam da dificuldade de ensinar os filhos. A Secretaria municipal de Educação não sabe dizer quantos alunos estão nessa situação. Mas um dado deixado pela gestão anterior dá conta de que 13% dos cerca de 641 mil alunos não tiveram qualquer acesso ao ensino remoto em 2020.

Bons exemplos

Se algumas escolas falham em acompanhar o desenvolvimento dos alunos, outras criam soluções fora da curva. É o caso da Escola municipal Pires e Albuquerque, onde estudam os filhos de Geruza da Silva Figueiredo, de 29 anos. Todos os dias, pela manhã, a professora envia conteúdos para a turma por um grupo de whatsapp. As mães têm até 15h para devolver os deveres feitos, que serão corrigidos pelos professores.

— Se tiver algum erro, a professora sinaliza. Se estiver tudo certo, ela faz elogios de incentivo. Para mim, funcionou — conta Geruza.

Iniciativas como essa foram permitidas por uma resolução da SME publicada no início de fevereiro, que permite aos professores elaborar o plano de atividades remotas “podendo incluir recursos e atividades pedagógicas disponibilizados em ambiente virtual por meio de plataformas, aplicativos e demais tecnologias da informação”. O secretário incentiva essas ações.

— O que é extra é bem-vindo. O que vou coibir é a omissão. Escolas que pedagogicamente poderiam estar mais ativas, essas eu vou incentivar a trabalhar mais.