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Volta às aulas e pandemia desaceleram queda nas vendas de tablets no Brasil

Gustavo Brigatto

Segundo a empresa de pesquisas IDC, as vendas no país caíram 3% no primeiro trimestre, número considerado um alento para o mercado As vendas de tablets no Brasil tiveram uma queda de 3% no primeiro trimestre, ficando pouco acima de 674 mil unidades. Mas o que poderia parecer um número negativo é, na verdade, um alento para o mercado. Isso porque a expectativa era de uma queda de 10%.

Tim Boyle/Bloomberg

As vendas do dispositivo, que dispararam a partir de 2010, têm caído nos últimos anos com o avanço dos smartphones. Segundo a empresa de pesquisas IDC, a volta às aulas e a pandemia aceleraram a demanda pelos aparelhos.

Do total de unidades vendidas pelos fabricantes de janeiro a março, 624.512 tiveram como destino o varejo, queda de 4,7%, e 49.651 foram para o mercado corporativo, alta de 25,7% em comparação com o primeiro trimestre de 2019. A receita dos fabricantes foi de R$ 444,4 milhões, alta de 1,1%, e o ticket médio foi de R$ 659,13, aumento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A volta às aulas, em janeiro, com 34,8% das unidades vendidas, e o início da quarentena, em março, com 35,5%, foram impulsionadores da demanda.

“Em janeiro, tradicionalmente há uma reposição de estoques esvaziados pela Black Friday e Natal. Este ano, o mercado, que já vinha acompanhando a evolução do novo coronavírus no mundo, se preparou para atender também a demanda provocada pelas medidas de distanciamento social”, disse Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC, em comunicado. “Projetos do governo e educação contribuíram para o crescimento das vendas de tablets no segmento corporativo”, completou.

Para o segundo trimestre de 2020, a previsão da IDC é que o movimento de queda nas vendas continue, acentuado pelos impactos da pandemia, da alta do dólar e do desemprego. Para o ano, a IDC espera que a retração total seja de 12%.