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Volkswagen suspende produção no país por pandemia; sindicato pressiona mais montadoras

DANIELA ARCANJO
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Volkswagen anunciou nesta sexta-feira (19) que vai suspender a produção em todas as unidades no país por 12 dias por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus. A interrupção começa na próxima quarta-feira (24). A empresa atua em São Bernardo do Campo, Taubaté e São Carlos (SP) e em São José dos Pinhais (PR). "Com o agravamento do número de casos da pandemia e o aumento da taxa de ocupação dos leitos de UTI nos estados brasileiros, a empresa adota esta medida a fim de preservar a saúde de seus empregados e familiares. Nas fábricas, só serão mantidas atividades essenciais", informou a montadora em nota. Ainda segundo a empresa, funcionários da área administrativa farão trabalho remoto, e a medida foi tomada em conjunto com os sindicatos locais. Na Europa, a Volkswagen tomou a mesma decisão em março do ano passado, quando a pandemia praticamente paralisou a produção de carros no continente. Na época, a medida foi tomada após Fiat, Ferrari, Lamborghini, Seat (ambas do grupo VW), Renault e PSA (que produz Peugeot, Citröen, Vauxhall, Opel e DS) anunciarem a interrupção temporária das atividades. Em agosto, a Volkswagen propôs a redução de 35% da mão de obra no Brasil, segundo sindicalistas metalúrgicos do ABC Paulista e da Grande Curitiba. A montadora não confirmou o número, mas disse que havia um excedente de mão de obra devido à crise causada pela pandemia do novo coronavírus. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC cobra que a paralisação seja estendida a outras montadoras. A entidade informou que participou de reunião com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) em que "reforçou a necessidade urgente de paralisação das fábricas". Em nota, o presidente do sindicato, Wagner Santana, disse que não houve acordo para paralisação imediata, mas que Anfavea afirmou que iria orientar as montadoras a negociar com seus trabalhadores a possibilidade de parada, caso a caso. Os metalúrgicos informaram que mantêm contato com as demais montadoras da região –Mercedes-Benz, Toyota e Scania– reivindicando a paralisação das atividades. Em vídeo publicado nesta sexta, um representante da comissão interna de trabalhadores da fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo também relatou a negociação. Os sindicalistas pedem ainda que as fábricas sejam usadas para produção de equipamentos hospitalares. No ano passado, montadoras chegaram a dar manutenção em respiradores e converteram impressoras 3D para fazer máscaras de plástico, entre outras ações. Outra reivindicação é que as empresas do setor automotivo comprem vacinas e insumos para doação ao SUS. LOGÍSTICA Em reportagem desta sexta, o jornal Folha de S.Paulo mostrou como o apagão logístico causado pela pandemia afeta as montadoras. O setor é altamente dependente da importação de peças e de tecnologia, atividade que está limitada pelas restrições para conter o coronavírus. Além da falta de modais, os custos do transporte internacional dispararam. Segundo cálculo da Anfavea (associação das montadoras), houve um aumento médio de 105% no frete aéreo e de 339% no frete marítimo na comparação entre os meses de janeiro de 2020 e de 2021. A crise decorrente da falta de componentes e de meios de transporte internacional faz as montadoras voltarem a falar na necessidade de uma retomada industrial. Nesta quarta (17), durante a abertura do Simea 2021 (Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva), Carlos Zarlenga, presidente da General Motors América do Sul, disse que o Brasil precisa de reformas que permitam ao país se transformar em um hub de exportação, o que abriria portas para novos investimentos externos e a possibilidade de acompanhar a onda de eletrificação dos automóveis.