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Volkswagen doará R$ 36 milhões por tortura na ditadura militar do Brasil

Marcus Couto
·1 minuto de leitura
Logo da Volkswagen. (Foto: AP/John Nacion/STAR MAX)
Logo da Volkswagen. (Foto: AP/John Nacion/STAR MAX)

A montadora de veículos alemã Volkswagen anunciou que vai doar R$ 36 milhões a organizações ligadas à defesa de direitos humanos no Brasil, como forma de minimizar os danos causados por sua conduta durante a ditadura militar brasileira.

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Uma investigação conduzida por um historiador alemão, por iniciativa da própria empresa, concluiu que a Volkswagen auxiliou o governo militar, e que seis trabalhadores foram presos e pelo menos um deles torturado dentro da fábrica da montadora em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

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A doação é parte de um acordo da montadora com o Ministério Público Federal de São Paulo. As informações são do portal de notícias G1.

Parte do valor das doações vai diretamente à associação de trabalhadores da empresa, para minimizar o impacto da perseguição dos militares, facilitada pela Volkswagen.

"Com este acordo, a Volkswagen quer promover o esclarecimento da verdade sobre as violações dos direitos humanos naquela época", disse a montadora em comunicado obtido pelo G1.

“Lamentamos as violações que ocorreram no passado. Estamos cientes de que é responsabilidade conjunta de todos os atores econômicos e da sociedade respeitar os direitos humanos e promover sua observância", disse Hiltrud Werner, do conselho de administração da Volkswagen.

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