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Você conhece a luz azul? A tela do seu celular pode emitir perigos que você nem imagina

(Commons)

Por @vitorvalencio

 Calma, não estamos falando de raio laser ou aquelas luzes azuis apocalípticas dos filmes de super-heróis. O assunto aqui é aquela luz da telinha do seu celular, ou do computador. Apesar de não ser tão violenta como os raios sinistros do cinema, ela pode ser prejudicial para a sua saúde. Não é fatal, mas especialistas alertam: é bom evitar a exposição exagerada!

De acordo com um levantamento da GSMA, uma organização que monitora a telefonia móvel no mundo, mais de 5 bilhões de pessoas possuem um ou mais smartphones no planeta. Ou seja, dois terços da população mundial, de quase 7,5 bilhões de seres humanos passa boa parte do dia de olho nas telas de telefones celulares inteligentes todos os dias.

Obviamente, tamanha popularidade não seria alcançada sem um preço. Nesse caso, o perigo pode ser visto a olhos nus. De acordo com uma pesquisa publicada no jornal Scientific Reports, pela Universidade de Toledo, a luz azul emitida por aparelhos eletrônicos enquanto olhamos para eles, não cega. No entanto, prejudica a saúde dos olhos e de outros órgãos do corpo humano.

Pouco conhecida por esse nome, a ‘luz azul’ é conhecida como luz azul. Isso porque é considerada uma prima não tão distante da luz emitida por monitores de tubo, encontrados em televisores e computadores de mesa antigos. Segundo a universidade localizada no estado de Ohio, nos estados Unidos, a gravidade com que esse tipo de radiação pode nos prejudicar de maneiras ainda incompreendidas em sua totalidade.

O consenso entre os pesquisadores é geral, a prevenção simplesmente consiste em uma medida simples: utilizar os aparelhos com parcimônia. De acordo com os pesquisadores, a exposição à luz azul violeta por algumas horas antes de dormir pode suprimir a melatonina, que é um dos hormônios do sono.

Além disso, dificulta que alcancemos o estágio do sono profundo e reparador. Logo, a receita para acordar com mais disposição no trabalho e estudos deveria ser a limitação do tempo em que passamos conferindo recados no celular, por exemplo.

Segundo o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, além de se proteger contra os efeitos nocivos dos raios UVA e UVB, as pessoas devem se proteger contra os efeitos deletérios da luz azul violeta dos LEDs. Essa luz azul violeta visível, segundo o médico, pode ser bem agressiva aos olhos, mesmo tendo menos energia do que a luz ultravioleta. Ela está nos escritórios e escolas (luz espiral), nos aviões, nos dispositivos móveis que acessamos continuamente durante o dia e a noite.

Cada vez mais conectadas, as gerações futuras passam muito mais tempo com os olhinhos vidrados nos aparelhos, e isso pode ser um problema. “As crianças são as mais vulneráveis à emissão de luz azul violeta, porque têm acesso a todos os dispositivos tecnológicos e já os incorporaram à rotina, inclusive durante os estudos. Como seus olhos estão ainda em desenvolvimento, eles não têm pigmentos que ajudam a filtrar uma parte dessa luz”, alerta o especialista.

No entanto, não são apenas as crianças a sofrer com esse avanço tecnológico. “Isso não quer dizer que os adultos não estão correndo risco, especialmente aqueles que estão sempre conectados com todas as novidades tecnológicas. O ideal, em todos os casos, seria limitar a exposição diária a essa emissão luminosa, principalmente antes de ir para a cama”, afirma Neves”, pondera Renato Neves.

De acordo com o oftalmologista, o primeiro problema para quem passa muitas horas por dia diante desses equipamentos e dispositivos tecnológicos é uma redução significativa na produção de lágrimas. Com o tempo, a visão fica estressada. Ou seja, mesmo que temporariamente, a pessoa percebe imagens com pouca definição, meio sem foco e borradas, resultado da pouca lubrificação ocular. Além disso, episódios de dor de cabeça e enxaqueca podem se tornar mais frequentes.

Sem esforço algum, a própria fisiologia humana pode ajudar na prevenção da questão. Uma medida, aparentemente simples, para proteger os olhos é piscar mais vezes durante o dia. Renato Neves explica que desviar os olhos da tela a cada 20 minutos e focar um objeto que esteja longe por pelo menos 20 segundos é outra dica importante. “Esse exercício é ótimo para dar um ‘reset’ nos olhos”, pondera.

Outro recurso simples, nesse caso dos celulares, é que os aparelhos mais modernos contam com o recurso ‘night shift’, que ajusta a temperatura da cor da tela dos aparelhos. Implantado depois que um estudo demonstrou o quanto o uso de smartphones e tablets pode causar problemas de insônia em usuários.

Então, das 22h às 7h, a tela emite consideravelmente menos luz azul violeta, não comprometendo o sono. Mas há outro recurso para ser usado durante o dia. As melhores lentes do mercado já contam com tecnologia para filtrar a luz azul violeta. Sendo assim, fazer óculos de grau com esse filtro diminui os riscos da exposição exagerada em ambientes de estudo ou trabalho. “Além de melhorar o contraste, as lentes que filtram a luz azul ajudam a relaxar os olhos e impedem que o sono seja prejudicado”, conclui o especialista.