Mercado fechado
  • BOVESPA

    123.576,56
    +1.060,82 (+0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.633,91
    +764,43 (+1,50%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,16
    -0,40 (-0,57%)
     
  • OURO

    1.813,10
    -1,00 (-0,06%)
     
  • BTC-USD

    38.488,75
    -815,73 (-2,08%)
     
  • CMC Crypto 200

    939,86
    -3,58 (-0,38%)
     
  • S&P500

    4.423,15
    +35,99 (+0,82%)
     
  • DOW JONES

    35.116,40
    +278,24 (+0,80%)
     
  • FTSE

    7.105,72
    +24,00 (+0,34%)
     
  • HANG SENG

    26.194,82
    -40,98 (-0,16%)
     
  • NIKKEI

    27.525,50
    -116,33 (-0,42%)
     
  • NASDAQ

    15.034,00
    -12,25 (-0,08%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1724
    +0,0069 (+0,11%)
     

Você sabia que hackers podem clonar as chaves do seu carro? Veja como evitar

·2 minuto de leitura

Atualmente são raros os automóveis que não têm um sistema de travamento e destravamento automático das portas. Com o simples apertar de botão ou apenas pela presença de um dispositivo em nosso bolso, podemos destrancar nosso carro, eliminando a necessidade de colocar a chave na fechadura da porta como nos velhos tempos. No entanto, esse sistema não é 100% seguro e pode trazer muito transtornos, principalmente se os criminosos forem experts em tecnologia.

Isso acontece porque cada chave tem um mecanismo que pode ser facilmente invadido e alterado por hackers, fazendo com que chaves "virgens" possam adquirir as frequências individuais desses dispositivos e consigam clonar as informações, de modo a conseguir entrar em qualquer automóvel. Como a comunicação carro-chave é constante e ininterrupta, os riscos são sempre grandes.

Tudo isso foi exaustivamente debatido no ano de 2016, quando pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e da empresa de segurança alemã Kasper & Oswald divulgaram um estudo mostrando como essa tecnologia é suscetível à ação de criminosos em ataques de clonagem das chaves. As falhas de criptografia eram o grande vilão neste caso e muitas empresas acabaram passando por isso.

Carros como o Fiat Argo, por exemplo, nem de acionamento por botão precisam (Imagem: Canaltech)
Carros como o Fiat Argo, por exemplo, nem de acionamento por botão precisam (Imagem: Canaltech)

O caso mais icônico foi da Volkswagen. A montadora alemã utilizava um sistema de chave-mestra em que todas as chaves tinham um esquema de criptografia bem parecido, o que facilitou a ação de criminosos e resultou em roubos de carros do grupo, como Audi e Seat.

Segundo a BBC, os criminosos conseguiam destrancar os veículos fazendo a engenharia reversa do sistema para quebrar o firmware utilizado nas chaves para ter, dessa maneira, acesso a todo o sistema de travas sem fio da empresa e das demais fabricantes do grupo. O mais curioso é que um dos dispositivos utilizados para essa invasão era um simples receptor de rádio de R$ 150.

Como podemos evitar?

Para evitar, especialistas alegam que a maneira mais simples e barata de fazer isso é embrulhar as chaves em papel alumínio. Esse material isola as ondas de rádio emitidas pela chave, evitando que hackers possam rastreá-las. Além disso, existem carteiras e bolsas que funcionam como gaiolas de Faraday e isolam essas ondas, mas que custam um pouco mais caro, naturalmente.

"Estamos falando de uma forma de comunicação por ondas eletromagnéticas, como rádio ou televisão. Pense em uma música que é constantemente usada em uma rádio e uma fechadura que se abre ao ouvir essa música. Se eu conheço a música, posso abrir a fechadura", disse Moshe Shlisel, CEO da agência de segurança cibernética GuardKnox Cyber ​​Technologies, à BBC News Mundo.

Mas se você não quiser gastar nem mesmo com o papel alumínio, trancar o carro com a chave física, como nos velhos tempos, também ajuda. Ao ativar as trancas manualmente, o sistema identifica que, para destravar, somente com o movimento da chave na porta.



Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos