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'Você pode entrar em discussões kafkianas para fechar o negócio', diz fundador da Empiricus

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**ARQUIVO** SÃO PAULO / SÃO PAULO / BRASIL -30 /03/16 - Retrato de Felipe Miranda, da Empiricus. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
**ARQUIVO** SÃO PAULO / SÃO PAULO / BRASIL -30 /03/16 - Retrato de Felipe Miranda, da Empiricus. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Felipe Miranda, fundador da Empiricus, que na semana passada foi a bola da vez das aquisições em série do BTG de André Esteves, descreve contornos kafkianos e lendas urbanas que envolveram o acordo.

Segundo ele, o negócio já estava de pé havia cerca de 60 dias, mas o desejo de se unir ao banqueiro sempre existiu.

A transação de R$ 690 milhões abrange todas as empresas do grupo Universa, além da casa de análises, como os sites e a plataforma de investimentos Vitreo, para dar suporte à estratégia de consolidação do BTG no varejo de investimentos brasileiro.

PERGUNTA - A transação já estava praticamente anunciada, mas ainda levou algumas semanas para sair. Por quê?

FELIPE MIRANDA - Parece que é assim mesmo. As coisas já estavam, de fato, assinadas havia 60 dias. Já estava tudo acertado, mas eram dez empresas: Real Valor, Seu Dinheiro, Money Times, Empiricus, Acta, Vitreo, uma holding, tinha muita coisa envolvida, cláusula por cláusula.

Você entra em discussões kafkianas. Eram quatro escritórios de advocacia, cada linha uma eternidade. E tinha um aspecto negocial interno, porque havia dois grupos: o que representava o private equity, que está saindo da operação, e a gente que fica e tem uma operação para tocar.

A pessoa que está saindo quer maximizar a sua saída e quem está ficando quer maximizar a continuidade da empresa. Foi cansativo, mas é ilusão achar que não é assim.

P. - André Esteves está com apetite, tem feito aquisições em série. A proposta dele foi melhor financeiramente?

FM - Não. Tivemos três propostas formais firmes, e ela era a pior, que implicava o menor valuation [avaliação do valor da empresa]. A gente achou que abre mão de grana imediata, mas pode crescer mais e fazer mais pelo cliente e estar com uns caras com quem temos respeito mútuo. Dinheiro importa, mas é uma das variáveis.

P. - Como fica a independência da Empiricus nessa estrutura?

FM - Não desrespeitando a sua pergunta, não é o caso. Parece inteligente essa observação de que agora perdeu a independência. Só que é pseudointeligente. Se a Empiricus perder a independência, mata o negócio. O André Esteves não está comprando a Empiricus para matá-la. É o contrário. Ele quer catapultá-la. E acreditamos nisso. Eu tenho earn-outs [pagamento] para pegar que só se realizam se isso crescer muito. E só vou crescer com independência. Não sou campeão de tiro no pé. E está registrado em contrato.

P. - E vocês são inquilinos do BTG? Como vai ficar isso?

FM - Vi uma lenda urbana de que a Empiricus já nem pagava aluguel para o BTG. Eu ficaria muito feliz se essa pessoa que lançou essa ideia pagasse por mim, porque é um aluguel caro para caramba. Continua normal. São empresas totalmente separadas. Se o BTG quiser anunciar no Money Times, vai continuar pagando, se usarmos algo do BTG, nós vamos pagar para eles.

A única coisa sobre isso é que foi um jeito de a gente continuar no escritório, porque, como o BTG está crescendo muito, provavelmente eles iam pedir o espaço de volta. O Esteves até brincou: "É melhor você fechar aqui com a gente, senão, vamos te tirar do prédio". A gente continua lá, mas pagando igual.