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Você deveria se dar um “high five” no espelho todas as manhãs. É sério

·5 minuto de leitura

É fácil torcer pelos outros ou encorajá-los, especialmente quando se trata de quem amamos. Fazer o mesmo por si, no entanto, pode parecer um desafio. Mas tente assim mesmo, insiste Mel Robbins, autora do The High 5 Habit: Take Control of Your Life with One Simple Habit. Ela sugere que você comece o dia dando um “high five” (gesto de comemoração ou parabenização em que duas pessoas batem suas palmas da mão abertas uma contra a outra, similar ao nosso “toca aqui”) consigo mesmo no espelho. Se soa estranho para você, talvez haja outros motivos para sua resistência.

“Você pode ter passado uma vida inteira no espelho se criticando ou se ignorando”, esclarece Robbins. “Talvez um arrependimento, julgamento, vergonha ou, até mesmo, rejeição a quem você era no passado. Ou talvez você não se sinta digno de comemoração e apoio.”

A segunda razão pela qual esse pensamento pode lhe soar estranho talvez seja por você acreditar que seu valor é determinado pelo que realiza — um sentimento comum entre pessoas bem-sucedidas.

“Pessoas bem-sucedidas costumam focar nas coisas que não estão dando certo e, com isso, sentem que não são merecedoras de parabenização no momento”, diz a autora. “Talvez você esteja se preparando para um próximo desafio, mas, se não está realizando algo ativamente, talvez sinta que não há motivo para comemoração.”

Esqueça os motivos e entenda que o relacionamento mais importante que você tem é consigo mesmo, diz Robbins. E tornar-se seu próprio incentivador o ajudará na forma com que se relaciona com outros.

“Se você se sente inseguro, também se sentirá inseguro com outras pessoas”, diz ela. “Se você está se julgando, temerá o julgamento dos outros. Construa uma nova relação consigo mesmo, simplesmente adicionando um “high five” no espelho à sua rotina matinal. Assim, essa sua nova relação intrapessoal impactará na forma que você se relaciona com outros.

O PODER DO “HIGH FIVE

Robbins descobriu o poder do “high five” quando estava em momento ruim em sua vida – enfrentando falência financeira, fim do casamento e o desemprego. De pé em frente ao espelho do banheiro em uma manhã, ela começou a reparar em seu reflexo, focando nas coisas que ela não gostava em si mesma. Ela se sentia completamente sobrecarregada e queria fugir de tudo que a incomodava.

“Percebi que ninguém viria para consertar todos os meus problemas”, diz ela. “Foram alguns meses de estresse ininterrupto. Esse tempo todo estive ocupada cuidando de tudo e de todos.”

Ela diz que não sabe o que deu nela para fazer isso, mas levantou a mão para seu reflexo e se deu um “high five”.

“Eu disse a mim mesma: ‘Vamos, Mel. Você consegue.’”, explica. “Se você consegue se levantar da cama e chegar no espelho do banheiro, você merece um ‘high five’. Foque no que está dando certo em sua vida e aproveite as pequenas vitórias para criar impulso e força.”

A autora continuou seu ritual matinal de “high five”. No terceiro dia, ela já estava ansiosa para se ver no espelho. “Eu sei que é estranho, mas é a verdade”, diz ela. “Parecia que eu estava prestes a ver um amigo.”

COMO O “HIGH FIVE” FUNCIONA

O impacto do “high five” encontra explicação na ciência. Em um estudo publicado na Frontiers in Psychology, pesquisadores procuraram a melhor forma de motivar alunos durante uma situação de estresse, como fazer prova. Dividindo a turma em três grupos, o primeiro recebeu elogios verbais quanto suas próprias características, como “Você foi bem porque é inteligente”. O segundo grupo foi elogiado por seus esforços, com frases como “Você se saiu bem porque trabalhou muito”. Já o terceiro grupo apenas recebeu um “high five”.

Pediram aos alunos, então, que avaliassem seus próprios desempenhos. Ambos os grupos que tiveram feedback verbal se avaliaram significativamente abaixo do grupo que recebeu “high five”.

“Isso porque o ‘high five’ é registrado em nossos cérebros durante a vida toda como um gesto positivo”, explica Robbins. “Sem dizer nada, um “high five” envia a mensagem ‘Eu acredito em você. Você consegue.’”

Este gesto também ajuda a mudar a forma como você se enxerga. Lawrence Katz, neurobiologista da Duke University Medical Center, descobriu que exercícios que mantém seu cérebro ativo e aprendendo, algo que ele apelidou de “neuróbica”, ajudam seu cérebro a criar novas conexões. Dar um “high five” é um exercício “neuróbico”: uma atividade cotidiana (como se olhar no espelho) associada a algo inesperado que envolve seus sentidos (como dar “high five”) e provoca uma emoção (como comemorar).

Ao invés de buscar validação e o suporte que você precisa em outros (como obter um certo número de curtidas em suas postagens nas redes sociais), você pode desenvolver um novo hábito de se encorajar e criar confiança em si mesmo onde quer que esteja, diz a autora.

“Sentir-se apoiado e amado é a maior motivação do mundo”, diz ela, comparando esta sensação a de um maratonista recebendo um “high five” de um espectador. “O que os faz continuar é saber que estão sendo celebrados e aplaudidos. Isso preenche nossa necessidade mais profunda, de ser visto, ouvido e celebrado. Um “high five” é uma troca de energia. Quando a vida está difícil, desenvolver hábitos de celebrar e torcer por si mesmo pode ser imprescindível. É impossível pensar ‘Eu sou péssimo’ quando você se dá um ‘high five’.”

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