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Vizinhos de prédio que caiu na Baixada temem novos desabamentos

·3 min de leitura

O desabamento de um prédio na manhã de ontem no bairro Olinda, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, deixou uma pessoa morta e três feridas. Apenas quatro dos cinco moradores estavam em casa no momento da queda. Nilceia Souza, de 62 anos, Jorge Brandão, de 54, e Geovana Amorim, de 19, ficaram feridos, mas foram resgatados dos escombros e levados para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, de onde foram liberados após atendimento. Gustavo Amorim, de 26, irmão de Geovana, morreu. Há três dias, moradores e vizinhos perceberam a exposição de uma das colunas da construção após uma fissura. Ao lado do prédio havia um estacionamento. Jorge acredita que algum carro bateu em uma das colunas, causando o problema. De acordo com uma vizinha, que preferiu não se identificar, eram perceptíveis os danos à estrutura do edifício. O receio, agora, é de que outras moradias possam estar ameaçadas:

— Alguns moradores do prédio e uma vizinha que estacionava o carro ali disseram que viam rachaduras lá.

Acionada às 6h45, a equipe do Corpo de Bombeiros ficou até as 11h30 no local, quando encerrou as buscas. Além do Corpo de Bombeiros de Nilópolis, a Light e a Defesa Civil compareceram ao local. Ao fim das buscas, o secretário municipal da Defesa Civil, Douglas da Silva, disse que os motivos do acidente ainda serão apurados:

— Ainda não se sabe a causa do desabamento. A Polícia Civil liberou a área agora para a equipe dos serviços públicos da prefeitura mexer nos escombros. O que nós já vimos é que não houve impacto na estrutura da vizinhança. Vamos tentar entender o que ocasionou.

Segundo a Prefeitura de Nilópolis, o edifício era legal. Janaína de Santana, de 49 anos, moradora de um prédio ao lado, disse que duas famílias residiam no local. Há cerca de três dias, eles teriam percebido que o ferro de uma coluna do edifício estava cedendo. Ontem, vizinhos foram surpreendidos com um barulho muito alto e uma nuvem de poeira. O prédio tinha três andares e ficava na Estrada Nilo Peçanha, na esquina com a Rua Coronel José Muniz, em Olinda. Havia um apartamento por andar; o segundo estava vazio. No primeiro, moravam os irmãos Giovana e Gustavo com a mãe, que não estava em casa. No terceiro, viviam Jorge e Nilceia. Vizinhos guardavam os carros na garagem do espaço, que está sob escombros.

No fim da manhã, com apenas arranhões, Jorge Brandão voltou ao local para resgatar documentos.

— Sobrevivi, mas lamentavelmente tive uma perda muito importante, desse rapaz. Meus dois carros ficaram lá, mas a maior perda que a gente tem é de uma vida de alguém que a gente gosta. Éramos amigos, conversávamos. Eu e minha companheira (Nilcéia) tivemos um livramento — disse.

Ele foi o primeiro a ser retirado dos escombros, ainda por vizinhos, quando a construção caiu. Segundo o Hospital-Geral de Nova Iguaçu, Nilceia sofreu traumas na cabeça, no tórax e na barriga, e chegou a estar em estado de saúde grave, mas ontem à noite teve alta. O vizinho Davi Cintra, de 40, que estacionava o carro na garagem do prédio, conta que Gustavo era um rapaz reservado.

— Era formado em TI, trabalhava como suporte técnico da rede de supermercado Mundial. Morava aqui há seis meses. Era muito estudioso. A mãe falava bem dele. Era de casa para o trabalho do trabalho pra casa — lembra.

Um dos que ajudaram a resgatar os moradores foi Rodrigo Erbe, de 23, dono de uma loja atrás do prédio:

— Ouvi um estalo forte. Só vi poeira. Chegando lá, ouvíamos a voz de Jorge. Ele estava debaixo dos escombros, sem noção do que tinha acontecido.

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