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Vivaldi e Brave se unem ao DuckDuck contra o FLoC, os "novos cookies" do Google

Igor Almenara
·3 minuto de leitura

Os navegadores Brave e Vivaldi também não irão se submeter ao FLoC (Federated Learning of Cohorts), alternativa para direcionamento de propagandas elaborada pelo Google. As duas companhias se unem ao DuckDuckGo em oposição ao novo padrão para os cookies no Chrome na tentativa de preservar a privacidade de toda a internet e conter a manutenção do controle da Gigante das Pesquisas no mercado de anúncios.

As companhias responsáveis por ambos os programas advogam com os mesmos argumentos que o DuckDuckGo: o FLoC seria nocivo para a liberdade comercial de anúncios na internet e inviabilizaria a segmentação neste mercado. Além disso, não atenderia à sua proposta inicial de proteger identidades ao agrupá-las em coortes.

A nova política do Google impõe a visão da gigante sobre o modelo de propagandas e rastreamento na internet. Ela decidiu abrir caminho para “a próxima geração” de direcionamento de anúncios ao remover identificadores dos usuários e misturar suas informações — cliques, histórico de navegação e outros dados — em enormes aglomerados de usuários, etiquetados por cada “rastro digital” — também conhecido comos como "coortes" (ou "cohorts", em inglês).

Dessa medida, o objetivo principal, segundo o Google, é preservar o usuário do rastreamento avançado dos cookies. Num modelo de coortes, teoricamente não seria possível reconhecer a autoria das informações. Além disso, a iniciativa criaria uma fonte mais apurada para encaminhar propagandas e reconhecer o público-alvo dentro das mãos do Google. Contudo, tais mudanças guardam surpresas desagradáveis.

A luta por uma internet “livre”

Na defesa pela preservação da internet em seu estado mais “livre”, o Brave foi enfático ao definir a nova tecnologia do Google como “um passo na direção errada”. Por isso, a companhia desativou qualquer medida relacionada ao FLoC já na versão de testes do seu navegador, que é baseado no Chromium.

“O pior aspecto do FLoC é que ele afeta diretamente a privacidade sob o disfarce de preservá-la”, pontua o Brave. “Outros já detalharam quais seriam as várias maneiras que o FLoC poderia prejudicar a privacidade”, completou, anexando a frase a um artigo da Electronic Frontier Foundation (EFF), que pauta as implicações da política do Google.

Disso, o Brave pontua três problemas críticos ocasionados pelo FLoC: a promoção de uma falsa noção de privacidade, coortes servindo como atalhos para identificação de usuários e práticas de rastreamento, e o compartilhamento irrestrito do histórico de navegação. Somada ao impacto comercial no mercado de anúncios, essa norma do Google seria no mínimo "arbitrária" e preservaria seu controle sobre a internet, acusam os criadores do Brave.

Do outro lado, o Vivaldi também adotou uma abordagem dura contra o método. “Não, Google! Usuários Vivaldi não serão ‘FLoCados’”, diz a companhia em comunicado. Ela também é contrária as medidas do Google, justificando-se pelas mesmas razões do Brave.

O navegador Vivaldi também é construído sobre o código-fonte do Chromium, mas continuará livre dos padrões do Google por meio de modificações na estrutura do navegador. Para eles, o FLoC é extremamente nocivo, expondo dados “mais do que nunca” e com “sérias consequências” para toda a sociedade.

Há como fugir?

Embora o FLoC tenha sido questionado e criticado por especialistas em segurança e privacidade, o Google continua desenvolvendo e testando o padrão sob os mesmos princípios. Aparentemente, a companhia de Mountain View não pretende recuar diante do movimento de concorrentes.

A alternativa óbvia para quem sentir sua privacidade violada pelo FLoC é mudar de navegador e minimizar todo tipo de rastreamento da conta Google, como bem pontuou o DuckDuckGo. Desautorizar o monitoramento do Google na atividade em aplicativos, o direcionamento de propagandas “personalizadas” e a sincronia entre dispositivos é um bom começo para contornar a iniciativa.

No mais, é crucial se manter atento aos desdobramentos sobre a nova política na internet. As consequências podem ser devastadoras para a rede — embora possam ser pautados por autoridades somente daqui a alguns anos. Enquanto o FLoC não alcança a versão final, há a chance de a ferramenta passar por mudanças.

Fonte: Canaltech

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