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Startup nacional acelerada pelo Facebook ajuda no tratamento de doenças mentais

(Foto: Getty Images)

Por Mariana Lima

Um recente estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) acendeu um alerta para população: as doenças mentais já são responsáveis por um terço da incapacidade total dos habitantes da América Latina e Caribe. No Brasil, o cenário não é diferente e por isso cada vez mais pessoas têm buscado ajuda profissional.

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Fazer o meio de campo entre pacientes e psicólogos tem sido o papel da Vittude des 2016. A plataforma ajuda pessoas interessadas em fazer terapia a encontrarem um profissional de acordo com seu perfil. Além de mostrar uma versão do currículo de mais de 3 mil psicólogos e as áreas de atuação os quais eles têm experiências, é possível agendar uma sessão sem a necessidade de ligar para o psicólogo.

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A startup foi criada pela engenheira Tatiana Pimenta que faz terapia há anos, mas que tinha dificuldades em encontrar um profissional que atendesse suas necessidades em um consultório próximo a casa dela. Foi quando Tatiana teve outra ideia: aproveitar a onda de inovação da telemedicina e adaptar a plataforma para que pessoas pudessem fazer atendimento à distância, pela internet.

“Vi que, com o avanço da tecnologia, seria possível ampliar o acesso das pessoas a profissionais de saúde e que tínhamos uma oportunidade em saúde mental, uma vez que atendimentos online já eram regulamentados na psicologia”, explica a executiva. A plataforma hoje permite tanto agendamentos de atendimentos presenciais quanto online.

A tecnologia permite que a empresa atue também fora do País. De acordo com a executiva, hoje 20% dos clientes da startup moram em países como Estados Unidos, Irlanda, Alemanha e Japão.

A ideia chamou atenção de grandes empresas e a Vittude foi selecionada para compor a primeira turma de startups aceleradas pelo Facebook no Brasil, na Estação Hack. O programa, liderado pela aceleradora Artemisia, focava apenas em startups de alto impacto social, dando à elas mentoria e networking de pessoas da área e ligadas ao Facebook.

Tatiana Pimenta, fundadora e CEO da Vittude (Foto: Divulgação)

O processo garantiu à Vittude mais visibilidade e investimentos. Desde quando foi criada, em 2016, a startup já recebeu R$ 1,2 milhões em aportes. Hoje a plataforma já conta com 13 mil usuários e recebe um valor todas as vezes que um paciente fecha uma consulta pela plataforma.

Apesar do crescente interesse, Tatiana diz que a maior dificuldade da companhia é vencer o preconceito com o tratamento da saúde mental. “Há quem pense que psicólogo é somente para quem está muito doente”, explica. “Ainda existe muito tabu quando falamos de transtornos mentais e principalmente de prevenção, ainda mais dentro do ambiente corporativo”

Para tentar diminuir esse problema, a startup passou a oferecer pacotes para grandes empresas, o Vittude Corporate. Entre os clientes estão escritórios de advocacia e a startup de mobilidade urbana 99. O serviço funciona como um benefício de saúde e bem-estar subsidiado pela empresa, que garantem mensalmente que os colaboradores possam ter acesso à rede de psicólogos da Vittude.

“Neste programa temos uma grande presença de gestores que querem melhorar sua performance. Além de pessoas que buscam uma melhor qualidade de vida, melhor desempenho na carreira e, acima de tudo, autoconhecimento”, explica.