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Vitória de Lula deve permitir ancoragem de expectativas fiscais, diz Citi

Logo do banco Citi exibido em evento em Toronto, Canadá

SÃO PAULO (Reuters) - Se vencer as eleições deste ano, o que parece ser o cenário mais provável até o momento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ter sucesso na ancoragem das expectativas sobre a sustentabilidade fiscal do Brasil, avaliou o Citi nesta terça-feira.

Em relatório sobre possíveis desdobramentos da corrida eleitoral brasileira, o banco norte-americano disse esperar que a diferença entre Lula e o atual presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) diminua nas próximas pesquisas de intenção de voto, mas ainda vê maiores chances de vitória do petista em segundo turno.

Caso esse cenário se consolide, "estamos assumindo que Lula conseguirá ancorar expectativas sobre a sustentabilidade fiscal" do país, afirmou o Citi.

O banco argumenta que, embora Lula tenha deixado claro que deseja substituir a regra do teto de gastos para aumentar os gastos públicos, também vem reforçando que não seria fiscalmente irresponsável, o que sugere que ele poderia tentar adotar aumentos de impostos sob uma ampla reforma tributária para compensar eventuais impactos nos cofres do governo.

Tais aumentos na arrecadação deixariam a trajetória da dívida pública "praticamente inalterada quando comparada ao cenário em que o teto de gastos seria mantido", acrescentou o Citi no relatório.

"Sob essa premissa, os preços dos ativos domésticos não seriam afetados negativamente (com o dólar em 5,28 e 5,21 reais no final de 2022 e 2023, respectivamente), apoiando o processo desinflacionário em curso (IPCA em 4,5% ao final do ano de 2023) e um ciclo de flexibilização monetária com início ao longo do segundo semestre de 2023 (taxa Selic em 10,5% ao final do ano que vem)", completou o Citi.

Lula já afirmou diversas vezes que não manterá a regra do teto de gastos --que limita o crescimento das despesas públicas à variação da inflação-- caso eleito. Também anunciou a intenção de promover uma reforma tributária que desonere salários e onere os mais ricos, com a taxação de lucros e dividendos.

Apesar de prever a ancoragem das expectativas, o Citi ponderou que substituir o teto por outra âncora fiscal seria uma questão "bastante sensível" para o preço dos ativos, e portanto será um evento-chave a ser monitorado.

O banco norte-americano espera que o PIB do Brasil cresça 2,7% neste ano, mas logo desacelere para 0,3% em 2023.

(Por Luana Maria Benedito)