Mercado abrirá em 7 h 31 min
  • BOVESPA

    118.811,74
    +1.141,84 (+0,97%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.352,18
    -275,49 (-0,58%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,88
    +0,18 (+0,30%)
     
  • OURO

    1.729,50
    -3,20 (-0,18%)
     
  • BTC-USD

    60.588,50
    +165,34 (+0,27%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.295,58
    +0,99 (+0,08%)
     
  • S&P500

    4.127,99
    -0,81 (-0,02%)
     
  • DOW JONES

    33.745,40
    -55,20 (-0,16%)
     
  • FTSE

    6.889,12
    -26,63 (-0,39%)
     
  • HANG SENG

    28.574,42
    +121,14 (+0,43%)
     
  • NIKKEI

    29.756,30
    +217,57 (+0,74%)
     
  • NASDAQ

    13.783,00
    -25,75 (-0,19%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,8192
    -0,0113 (-0,17%)
     

Vitória da Xiaomi anima outras empresas a processarem governo dos EUA

Felipe Junqueira
·2 minuto de leitura

A vitória da Xiaomi na Justiça contra a inclusão em uma lista suja do governo americano animou outras companhias chinesas em situação semelhante a buscarem o mesmo caminho. Algumas empresas consideradas ligadas ao exército chinês já buscam escritórios de advocacia para derrubar as restrições impostas ainda na administração de Donald Trump.

De acordo com a Reuters, a decisão do juiz Rudolph Contreras, que considerou a medida do ex-presidente americano “arbitrária e caprichosa”, animou outras classificadas como “companhia militar comunista”. Firmas de advocacia americanas como Steptoe & Johnson e Hogan Lovells já estariam em negociação com algumas delas, segundo pessoas familiares com o assunto.

“Os fatos que motivaram a indicação da Xiaomi são quase ridículos, e acredito que vai levar outras companhias a buscarem alívio”, afirmou Brian Egan, que antes do Steptoe & Johnson trabalhou como consultor legal tanto para a Casa Branca como para o Departamento de Estado.

Wendy Wysong, sócia do escritório de advocacia Steptoe & Johnson em Hong Kong, não citou o nome de nenhuma companhia, mas disse que há interesse por buscar na Justiça a derrubada das restrições. “As empresas estão em contato com advogados para desafiar as listagens e os fundamentos para serem listadas”, disse à Reuters.

Entenda o caso

(Imagem: Divulgação/Xiaomi)
(Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Em janeiro deste ano, a Xiaomi foi incluída com outras 43 empresas na lista suja do Departamento de Defesa, com base em uma lei de 1999 que exige a classificação de companhias “possuídas ou controladas” por militares chineses para restringir investimentos americanos, entre outras coisas.

A Xiaomi processou o governo americano, e o juiz Rudolph Contreras entendeu que a medida foi “arbitrária e caprichosa”, e que isto poderia causar “dano irreparável” à companhia. A defesa do governo alegou uso de tecnologias 5G e inteligência artificial e um prêmio concedido ao diretor-executivo da companhia, Lei Jun, por uma organização que ajudou o governo chinês a eliminar as barreiras entre os setores comercial e militar como motivos para a classificação.

Contreras justificou que tecnologias 5G e IA se tornaram padrão em produtos eletrônicos de consumo, e ainda observou que, desde 2004, mais de 500 outros empresários também receberam o mesmo prêmio que Jun, incluindo diretores de uma empresa de fórmulas infantis. Em outras palavras, o magistrado considerou a atividade da Xiaomi normal para uma empresa chinesa de tecnologia.

Segundo a Reuters, a classificação pode ter causado prejuízo de US$ 10 bilhões em participação de mercado, além da queda de 9,5% no valor das ações da Xiaomi em janeiro.

O governo americano ainda não decidiu como reagirá à derrota na justiça e nem que passos tomará daqui para a frente em relação a empresas chinesas que possam ter laços com o exército chinês.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: