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Vishing: veja como agem os criminosos que usam chamadas por voz em novo golpe

·3 minuto de leitura

Fornecedores retornando ligações, membros do suporte técnico de sua provedora solicitando dados de seu computador e lojistas exigindo pagamentos. Esses são alguns dos disfarces que golpistas estão usando em um novo tipo de golpe que envolve a realização de chamadas telefônicas por voz.

Batizada de vishing — o phishing com o uso de voz —, a ação tem crescido em meio ao isolamento social e ao home office. Segundo um estudo realizado em 2019 pela Comissão Federal dos Estados Unidos, golpes do tipo não são muito efetivos — em somente 6% dos casos eles traziam algum retorno —, mas provocam danos com valores que giram, em média, em torno de US$ 960 (R$ 4,8 mil na cotação atual).

Imagem: Divulgação/Daniel Reche/Pixabay
Imagem: Divulgação/Daniel Reche/Pixabay

Segundo a Kaspersky, embora golpes telefônicos não sejam novidades, a era digital trouxe um novo grau de sofisticação aos criminosos. Graças a grandes vazamentos, aliados a buscas em redes sociais e sistemas de pesquisa, é possível obter uma vasta quantidade de informações sobre vítimas — e criar discursos personalizados para cada uma delas.

Confira os golpes mais comuns do tipo:

  • Telemarketing – os golpes prometem promoções muito boas para serem verdades, falam sobre ganhos na loteria (mesmo quando uma aposta não foi realizada) e prometem cartões de crédito com taxas reduzidas. O elemento em comum é a pressão para tomar decisões rápidas e realizar pagamentos em dinheiro para desbloquear o prêmio prometido — que acaba nunca vindo;

  • Agências do governo – ligações de uma suposta repartição de finanças governamental afirmam que você deixou de pagar impostos e tem a chance de quitá-los imediatamente ou pagar uma multa. Novamente, o relógio está correndo e você tem pouco tempo para decidir se abraça a oferta ou corre o risco de gastar mais no futuro;

  • Suporte técnico – golpistas usam marcas famosas para contactar vítimas afirmando que há um problema com os computadores delas e, a partir disso, solicitar informações de login e senha. Em casos mais sofisticados, um malware infecta o alvo e exibe uma janela de pop-up recomendando o contato telefônico para o conserto do problema;

  • Bancos – não é incomum que agências bancárias liguem para seu telefone caso detectem fraudes ou movimentações suspeitas. No entanto, esteja atento ao fato de que, ao contrário dos golpistas, seu gerente nunca vai pedir o código de segurança de seu cartão ou um código enviado por mensagem de texto durante um atendimento.

Dicas para se proteger do vishing

Para se proteger dos golpes, é preciso ficar atento a algumas características em comum: se uma ligação de um banco ou agência governamental se origina de um celular, é certo que se trata de um golpe. Também é preciso ficar atento a chamadas de códigos de área distantes, bem como a pressões para realizar transações bancárias urgentes. Para completar, nunca instale os softwares recomendados nessas conversas, tampouco ceda a pressões de quem responde de forma agressiva a recusas.

Ao detectar ao menos uma dessas características, a melhor opção a tomar é simplesmente desligar a chamada. Depois disso, procure pela empresa usada como disfarce pelos golpistas e entre em contato com ela, relatando o que aconteceu, para ajudá-la a criar planos de conscientização entre seus clientes e funcionários.

Fonte: Canaltech

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