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“Visão autoritária” e “à serviço do fascismo”, dizem políticos atacados por Sérgio Camargo

Ana Paula Ramos
·4 minutos de leitura
Marina Silva foi ministra do Meio Ambiente, senadora e candidata à presidência (Foto: Getty Editorial)
Marina Silva foi ministra do Meio Ambiente, senadora e candidata à presidência (Foto: Getty Images)

Marina Silva reagiu aos ataques do presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, que anunciou na terça-feira (13) que o nome da ex-ministra, ex-senadora e ex-candidata à presidência seria excluído da lista de personalidades negras da instituição.

Segundo ela, “a história não é feita por aqueles que têm uma visão autoritária e que eventualmente estão no poder, mas por aqueles que persistem na democracia e nos valores da civilização”.

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Em uma rede social, Camargo escreveu: “Marina Silva foi excluída da lista de personalidades negras da Fundação Cultural Palmares. Marina não tem contribuição relevante para a população negra do Brasil. Disputar eleições não é mérito. O ambientalismo dela vem sendo questionado e não é o foco das ações da instituição.”

“Segundo críticos, enquanto o povo da Amazônia definhava, Marina Silva recebia prêmios de sustentabilidade na Europa. A permanência dela na galeria de personalidades negras da Fundação Palmares era insustentável e injustificável”, acrescentou.

Ele aproveitou também para insultar outros políticos negros. “Marina Silva autodeclara-se negra por conveniência política. Não é um caso isolado. Jean Willys, Talíria Petrone, David Miranda (branco) e Preta Gil também são pretos por conveniência. Posar de ‘vítima’ e de ‘oprimido’ rende dividendos eleitorais e, em alguns casos, financeiros”, escreveu.

O presidente da Fundação Palmares já havia retirado da lista de personalidades negras da instituição a ex-governadora do Rio de Janeiro, ex-senadora e atual deputada federal do PT Benedita da Silva.

Nomeado para a instituição dedicada à promoção da cultura afro-brasileira e ao enfrentamento do racismo, em novembro de 2019, Camargo já deu diversas declarações polêmicas e chegou a minimizar os efeitos da escravidão no Brasil.

REAÇÕES

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) lamentou que Sérgio Camargo, que “deveria usar o seu cargo público para desenvolver ações de preservação da memória e da cultura da população negra, perca seu tempo em atacar, pelas redes sociais, quem diverge de sua política”.

“Desde que assumiu a Fundação Cultural Palmares, desvia a função primordial do órgão que preside. Seu trabalho tem sido atacar a memória dos que vieram antes de nós na luta contra o racismo estrutural, fruto de séculos de escravização e colonialismo”, disse.

O ex-deputado federal Jean Wyllis (PSOL-RJ) considerou que “três mulheres negras e dois gays negros” foram “insultados por um subalterno à serviço do fascismo”. “A escolha das vítimas não é mero acaso e mostra como a extrema-direita sabe ser interseccional em seus ódios”, afirmou em uma rede social.

Em setembro, o presidente da Fundação Palmares já havia atacado o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) chamando-o de “preto fake” e “fraude racial ambulante”.

"Esse preto fake tenta dar lição de moral ao nosso presidente. Não passaria no programa da Magazine Luiza, pois na verdade é branco! Portanto, uma fraude racial ambulante. Mas ameaça o homem mais íntegro que já exerceu a Presidência do Brasil. Tinha que ser do PSOL!”, escreveu no Twitter.

A deputada Benedita da Silva disse que Sérgio Camargo “age como capitão-do-mato, repito, capitão-do-mato, tentando tirar da história do Brasil pessoas que representam o povo negro.

A senadora Elziane Gama (Cidadania-MA) anunciou que vai apresentar um projeto de decreto legislativo contra os atos administrativos do presidente da Fundação Cultural Palmares que excluíram nomes da lista de personalidades negras que marcaram a história brasileira.

"Mulher negra, evangélica, seringueira. Marina Silva, que dedicou sua vida à causa ambiental, tem seu nome retirado da lista de personalidades negras da Fundação Palmares. A medida estapafúrdia é de Sérgio Camargo, o mesmo que disse que não existe racismo no Brasil. Lamentável, revoltante! Vamos apresentar um projeto de decreto legislativo sustando todos os atos do presidente da Fundação Palmares que excluíram pessoas da lista de personalidades negras", explicou.

Caso seja aprovado, o projeto fará com que o nome de Benedita da Silva também retorne à lista de personalidades negras que marcaram a história do Brasil.