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A visão da BlackRock, uma das maiores gestoras do mundo, sobre o Brasil

A gestora de investimentos BlackRock, com US$ 8,5 bilhões em ativos sob gestão no mundo, só vê volta do apetite por risco do investidor quando a taxa básica de juros no Brasil (Selic) estiver abaixo de 10%. Para a gestora, com a taxa em 13,75%, o custo de oportunidade de investir em renda fixa é natural.

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- Com a Selic a quase 14%, os resgates de ativos de risco aconteceram na indústria como um todo. Enquanto a taxa estiver alta, a propensão de assumir mais risco é baixa. Para que o investidor tome mais risco, a Selic precisa estar abaixo de 10% - diz Karina Saade, diretora da BlackRock no Brasil.

A BlackRock vai incorporar mais produtos de renda fixa a seu portfólio enquanto este cenário persistir. Axel Christensen, estrategista da BlackRock para a América Latina, avalia que o Banco Central deve começar a reduzir a Selic no próximo ano, mas observa que a inflação não voltará a patamares mais baixos, de antes da pandemia.

Em relação ao quadro fiscal, tema que mais tem preocupado o mercado financeiro neste momento de transição de governo, Christensen diz que os investidores acompanham o assunto atentamente, mas afirmou que o Brasil não é o único país com problemas nesse capítulo.

- O Brasil não está sozinho com problemas fiscais. Há outros mercados emergentes, como Colômbia e Chile, em que há pressões por mais gastos sociais. E veja o que aconteceu no Reino Unido - disse o estrategista lembrando o plano de corte de impostos, colocando em risco o quadro fiscal do país, que levou à queda precoce da primeira ministra Liz Truss.

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Megatendências Globais

Para investidores de longo prazo, entretanto, a BlackRock aposta em cinco megatendências globais. São elas: avanços tecnológicos, mudanças demográficas e sociais, rápida urbanização, mudanças climáticas e mudanças de poder econômico.

Na prática, a gestora acredita que essas são as principais transformações que estão em curso no mundo e que devem ganhar força nos próximos anos transformando a economia e a sociedade. Eles independem de ciclos econômicos, e isso abre a possibilidade de investimentos num portfólio com diversos ativos que representam essas megatendências.

Por exemplo, no capítulo de tecnologia, há produtos com papéis de empresas de veículos autônomos, cibersegurança ou robótica. Na urbanização, é possível aplicar em ativos de infraestrutura. Papéis de empresas de saúde representam as mudanças demográficas em curso, com envelhecimento da população.

- A ideia é ter ativos que representem toda a cadeia produtiva e buscar a tendência que vai gerar uma mudança num padrão, gerando oportunidade de investimento. É mais fácil para o investidor entender e se associar a um desses temas - afirmou Saade.

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Na prática, ao aplicar nas megatendências, o investidor brasileiro diversifica seu portfólio em ativos internacionais. A aplicação é feita através de BDRs de ETFs. O BDR é uma sigla em inglês para Brazilian Depositary Receipts, recibos de ações de empresas estrangeiras. E o ETF (Exchange Traded Fund, em inglês) é um fundo de índices negociados em bolsas do exterior.

- As empresas brasileiras ainda têm baixa representatividade nas teses das megatendências, como veículos autônomos ou cibersegurança. Mas é uma forma de investir no exterior complementando o portfólio local - diz Cristiano de Castro, diretor da BlackRock.