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VIPs de Wall Street que mudaram para Flórida preparam retorno

Katherine Burton, Annie Massa, Amanda L. Gordon (News) e Jonathan Levin
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O coquetel “Upper East Side” no Sant Ambroeus é igual ao de Manhattan, o carpaccio no Cipriani tão carnudo quanto em Wall Street.

Aqui está o bilionário de private equity Stephen Schwarzman, a caminho do La Goulue, o bistrô francês popular entre socialites da Park Avenue. Também David Solomon, o CEO do Goldman Sachs, com uma equipe de financistas a reboque.

Os nomes e o dinheiro indicam Nova York, mas as piscinas de água-marinha, as palmeiras ondulantes e a brisa do Atlântico mostram outra coisa: a Flórida, a suposta Wall Street do sul.

Há meses VIPs e não tão VIPs do mundo das finanças têm viajado para o chamado Sunshine State enquanto fogem da Covid-19. Moradores esperançosos veem evidências de que o sonho por muito tempo distante de atrair grandes nomes das finanças pode finalmente se tornar realidade. Ao longo da Worth Avenue, em Palm Beach, corretores imobiliários contabilizam as comissões de um boom impulsionado pela pandemia.

A realidade tem mais nuances, muito mais.

Apenas uma pequena porcentagem dos residentes de Manhattan se mudou definitivamente para a Flórida no ano passado. E, à medida que as vacinações renovam a esperança de que o fim da pandemia está próximo, conversas sobre o sul da Flórida atrair financistas de Wall Street em massa já começam a ser mais escassas.

Dan Sundheim, fundador do fundo de hedge D1 Capital Partners, de Nova York, muito provavelmente deixará Palm Beach e retornará para sua casa na Park Avenue, segundo uma pessoa a par dos planos. David Tepper, que deixou Miami e voltou para Nova Jersey no ano passado, está em seu estado natal por enquanto, embora ele e a esposa tenham acabado de comprar uma mansão em Palm Beach por US$ 73 milhões.

“O principal problema de se mudar para a Flórida é que você precisa morar na Flórida”, disse Jason Mudrick, que administra US$ 3 bilhões na Mudrick Capital Management e mora em Manhattan há mais de duas décadas.

“Nova York tem as pessoas mais inteligentes e motivadas, a melhor cultura, os melhores restaurantes e os melhores teatros”, disse. “Qualquer pessoa que se mude para a Flórida para economizar algum dinheiro perde tudo isso.”

No final do ano passado, alguém poderia ter sido desculpado por pensar que Manhattan em breve ficaria sem negociadores, gestores de ativos e operadores. Elliott Management, Citadel e Point72 Asset Management haviam anunciado planos para abrir escritórios na Flórida, e o Goldman avaliava se devia transferir alguns postos de gestão de ativos para a Flórida.

Grande parte da narrativa em torno dessas realocações girou em torno de impostos e clima favorável aos negócios. A Flórida não tem imposto de renda estadual, enquanto a cidade de Nova York possui uma das taxas mais altas.No entanto, os dados do Serviço Postal dos EUA mostram um quadro diferente: no ano passado, 2.246 pessoas solicitaram mudança permanente de endereço de Manhattan para o condado de Miami-Dade e 1.741 foram para o condado de Palm Beach. Juntas, respondem por 9% das mudanças do distrito para outro estado em relação a 6% em 2019.

Ainda assim, mesmo um pequeno número de saídas de ultrarricos pode ter um impacto descomunal. O 1% mais rico dos nova-iorquinos ganhou US$ 133,3 bilhões em 2018 e respondeu por 42,5% do imposto de renda local arrecadado, de acordo com dados da cidade.Mais moradores de Manhattan se mudaram para Jersey City, Los Angeles, Filadélfia, Chicago e Hoboken, em Nova Jersey, do que para Miami ou Palm Beach. Com exceção de Filadélfia, os outros destinos estão em alguns dos estados com maiores tributos.

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