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Viola Davis aponta racismo no cinema: "ainda me chamam para ser a empregada"

Rafael Monteiro
·2 minuto de leitura
FILE - In this Sept. 9, 2018, file photo, Viola Davis poses for a portrait at the Ritz-Carlton Hotel during the Toronto International Film Festival in Toronto. The new issue of “Vanity Fair,” featuring a powerful image of Oscar-winning actor Davis, marks the first time the publication has featured the work of a Black photographer on its cover. The issue hits newsstands on July 21, 2020. (Photo by Chris Pizzello/Invision/AP, File)
Viola Davis (Photo by Chris Pizzello/Invision/AP, File)

Viola Davis não está satisfeita com os convites que tem recebido em Hollywood. Em entrevista à Variety, a vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por "Um Limite Entre Nós" em 2017 revelou que criou a sua própria produtora, a JuVee Productions, para não depender dos roteiristas do cinema estadunidense.

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"Ninguém está desenvolvendo filmes com alguém como eu em mente. Eu sou uma mulher de 55 anos, de pele negra, em Hollywood. Eu ainda recebo ofertas para ser a 'empregada', ou 'a mãe de família chorando sobre o cadáver do seu filho no meio da rua'", reclamou ela, que já disse à imprensa anteriormente que se arrependeu de ter vivido a doméstica Aibileen Clark em “Histórias Cruzadas” (2011).

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"Eu nunca sou vista como um ser sexual. Os fundamentos básicos do que é ser mulher não parecem me incluir", prosseguiu a atriz. Para ela, uma grata exceção em sua trajetória foi o papel como a advogada Annalise Keating em "How to Get Away with Murder". "Foi com ela que a minha carreira mudou", analisou.

"Cada vez que interpreto um personagem, quero homenagear aquele negro que estou retratando. Quando vemos mulheres negras nas telas, somos uma extensão da nossa história. Somos vistas como tão fortes que ficamos quase masculinizadas. Não sentimos nenhuma dor. Não somos desejadas, ou abraçadas. Na série, tive a chance de explorar o que é ser mulher, toda a bagunça disso, até mesmo os traumas sexuais", continuou.

Com a própria produtora, Davis espera apresentar mais personagens negras complexas, reais, memoráveis. "Mesmo que elas não sejam pessoas fáceis de gostar, mesmo que elas não sejam 'bonitas' -- e essa é uma grande preocupação minha --, mesmo que elas não sejam heterossexuais, mesmo que sintam raiva de Deus. E é uma honra trabalhar com artistas cujo objetivo é aprofundar as histórias que contamos sobre pessoas não-brancas", finalizou.

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