Vinho de boa qualidade não precisa ter preço alto, revela pesquisa

SÃO PAULO – A ideia de que vinho caro é sinal de qualidade foi desmentida pela Proteste – Associação de Consumidores, que avaliou 55 vinhos brancos, nacionais e importados e constatou que um dos mais bem avaliados custa cinco vezes menos, do que o mais caro encontrado no estudo. 

O rótulo brasileiro Clos des Nobles Riesling foi o vinho mais barato analisado e o mais bem avaliado, sendo encontrado pelo preço mínimo de R$ 10,50 e máximo de R$ 16,40. Enquanto o mais caro, Casa Valduga Gran Reserva, foi encontrado pelos preços mínimo e máximo de R$ 54 e R$ 69,90, respectivamente. O que representa uma economia de, pelo menos, R$ 43,50.

O levantamento considerou vinhos nacionais, argentinos, chilenos, portugueses, franceses e italianos, das safras de 2009 a 2011 e que custam de R$ 10,50 a 69,90. As análises foram realizadas por consumidores comuns e sommeliers.

Qualidade
Os sommeliers encontraram problemas como oxidação, que ocorre por causa do excesso do ar e altera a cor do vinho, comprometendo sua qualidade, e utilização de ácido sórbico, usado como conservante para evitar a refermentação da bebida.

A oxidação pode ocorrer por falhas na vedação ou conservação inadequada da garrafa, e não ser uma característica de fábrica dos produtos. Já o ácido pode alterar a característica sensorial do vinho essas marcas perderam pontos na avaliação.

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