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Vinci deve usar recursos do IPO nos EUA para possíveis compras no Brasil

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO (Reuters) - A Vinci Partners planeja usar os 250 milhões de dólares captados no IPO nos Estados Unidos para expandir suas atividades no Brasil, disse nesta quinta-feira um executivo da gestora de investimentos alternativos.

A empresa pretende comprar rivais para expandir sua linha de produtos em áreas, como investimentos em imóveis, estratégias de crédito e ações, afirmou o chefe da área de private equity da Vinci, Bruno Zaremba, em entrevista à Reuters.

A Vinci vendeu 13,9 milhões de ações a 18 dólares por ação na quarta-feira, atribuindo um valor de 1 bilhão de dólares à Vinci. No primeiro dia, as ações da Vinci operavam em baixa de 5% nesta tarde na Nasdaq.

A indústria brasileira de serviços financeiros, há décadas dominada pelos bancos tradicionais, foi redesenhada na última década por novas empresas oferecendo acesso simplificado a serviços e produtos.

Zaremba disse que as oportunidades de crescimento no país são gigantescas com as taxas de juros no piso histórico e investidores tirando bilhões de reais dos títulos de governo.

"Nos últimos anos, vimos o início de uma grande mudança na maneira que os brasileiros poupam, tanto os investidores de varejo quanto os institucionais", disse Zaremba, lembrando que o total de ativos sob gestão da Vinci mais que dobrou nos últimos três anos, para 50 bilhões de reais.

Como empresa listada, a Vinci pode usar ações para pagar por aquisições e pretende expandir o total de funcionários elegíveis como sócios e com direito a receber opções de ações. Os sócios têm carência após o IPO durante a qual não podem vender ações.

A oferta da Vinci teve demanda 16 vezes maior que a oferta e amplia a lista de empresas financeiras do país buscando listagem nos EUA. Neste mês, o Patria levantou 326 milhões de dólares em seu IPO. A XP listou ações na Nasdaq no fim de 2019.

Zaremba disse que a empresa optou por listar nos EUA porque há muito mais empresas comparáveis com a Vinci e investidores que já compram pares internacionais como a Blackstone.

(Reportagem de David French em Nova York e Tatiana Bautzer em Sao Paulo)