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Villeroy, do BCE, vê rota para sair da crise em menos de um ano

William Horobin e Alexander Weber
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O Banco Central Europeu poderia encerrar o programa de emergência na pandemia em menos de um ano, enquanto adapta suas ferramentas de política monetária para continuar apoiando a economia após a crise, disse o presidente do banco central da França, François Villeroy de Galhau.

“Poderíamos possivelmente sair do PEPP até março de 2022”, disse Villeroy em entrevista à Bloomberg Television na quarta-feira, em referência à sigla em inglês do Programa de Compras de Emergência na Pandemia. “Isso não significaria um aperto abrupto de nossa política monetária, haveria reinvestimentos sob o PEPP. Também poderíamos ter compras de ativos líquidos com nosso outro programa.”

Os comentários de Villeroy destacam o debate entre membros do conselho do BCE sobre como e quando a instituição poderia retirar o enorme estímulo para combater a crise em meio à consolidação da recuperação econômica. O presidente do banco central holandês disse que o PEPP poderia começar a ser desacelerado já no terceiro trimestre, enquanto outras autoridades alertam sobre o risco de quaisquer mudanças bruscas.

“Nossa política monetária deve permanecer acomodatícia nos próximos anos, mas nossa combinação de instrumentos pode evoluir”, disse Villeroy. “Também poderíamos ter compras de ativos líquidos com nosso outro programa, o APP, possivelmente um pouco adaptado, e teríamos a gama completa do que chamo de quarteto de nossos instrumentos.”

Segundo Villeroy, essas ferramentas são o Programa de Compra de Ativos (APP, na sigla em inglês) do BCE, taxas de juros negativas, medidas de liquidez como TLTROs e “forward guidance”, ou orientação futura.

Isso facilitaria “uma possível saída até março de 2022, mas com um quarteto de instrumentos que nos permitiria executar uma política monetária acomodatícia”, disse Villeroy, acrescentando que “ainda não chegamos lá. Temos tempo para avaliar”.

O presidente do banco central francês disse que o BCE poderia considerar uma orientação futura reforçada, deixando claro que a instituição deixará a inflação ultrapassar sua meta de 2%.

Para complicar o cálculo das perspectivas, há também a lenta implantação do fundo de recuperação de 750 bilhões de euros (US$ 897 bilhões) da União Europeia, enquanto a força do plano de estímulo de US$ 1,9 trilhão dos EUA tem elevado os rendimentos dos títulos. Para limitar o contágio de custos de financiamento mais elevados na economia europeia mais fraca, o BCE foi obrigado a aumentar significativamente a compra de títulos do PEPP.

No entanto, Villeroy disse que os governos europeus não precisam aumentar o tamanho geral do estímulo, já que o impulso do ano passado foi semelhante ao dos EUA e ainda há medidas nacionais em andamento, além do fundo da UE.

“Devemos implementar rapidamente o chamado fundo da Próxima Geração, o pacote de 750 bilhões”, disse Villeroy. “A velocidade ainda é mais importante do que o peso. Deve acontecer o mais rápido possível.”

Em discurso no Parlamento Europeu na quarta-feira, o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, compartilhou essa visão. É “da maior importância que o plano Próxima Geração UE se torne operacional sem demora”, disse.

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©2021 Bloomberg L.P.