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Vida microscópica está se dando bem embaixo do gelo da Antártida

O fitoplâncton, algas microscópicas e bactérias fotossintetizantes presentes na água, têm florescido sob as vastas plataformas de gelo na Antártida. Essa descoberta recente pode mudar nossas perspectivas sobre o ecossistema marinho do continente gelado e as mudanças climáticas.

Uma condição básica para qualquer ser vivo que faz fotossíntese, das plantas ao fitoplâncton, é a presença de luz. Este processo bioquímico transforma energia luminosa em energia química, sendo vital não só para os organismos que o realizam, mas também para os que se alimentam destes. Mas não era de se esperar que, em ambiente supostamente escuro, como abaixo do gelo antártico, a fotossíntese estivesse acontecendo.

Bloom de fitoplâncton na Suécia (Imagem: USGS/Unsplash)
Bloom de fitoplâncton na Suécia (Imagem: USGS/Unsplash)

Descobertas recentes apontam que, com as geleiras ficando mais finas e suscetíveis ao derretimento, mais luz tem atravessado o gelo, criando condições para a floração do fitoplâncton. O termo em inglês bloom também é muito usado, mesmo em português, para descrever esse rápido aumento na quantidade destes organismos.

O estudo realizado utilizou dados de sondas flutuantes, imagens de satélites e modelos climáticos para estimar a quantidade de fitoplâncton presente abaixo do gelo. Com mais de duas mil medições entre 2014 e 2021, os cientistas afirmam que mais de 50% da região abaixo do gelo pode abrigar a vida microscópica fotossintetizante.

O aumento na quantidade de fitoplâncton pode afetar toda a cadeia alimentar na região antártica (Imagem: Nejc Soklic/Unsplash)
O aumento na quantidade de fitoplâncton pode afetar toda a cadeia alimentar na região antártica (Imagem: Nejc Soklic/Unsplash)

Estudos futuros pretendem investigar como esta florescência pode impactar toda a vida marinha nos arredores da Antártida. De qualquer forma, os resultados já indicam profundas mudanças no mundo decorrentes do aquecimento global.

Fonte: Canaltech

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