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Vida extraterrestre: conheça iniciativas que buscam sinais de vida fora da Terra

·7 minuto de leitura

Nas últimas décadas, os cientistas já encontraram milhares de exoplanetas, número que deverá continuar crescendo com novas observações. Embora parte deles apresentem condições para a existência da vida como conhecemos, ainda não sabemos ao certo se, de fato, existe vida extraterrestre universo afora — mas, felizmente, há vários projetos investigando a questão para, assim, descobrir se realmente estamos sozinhos no universo.

Desde os tempos dos filósofos gregos, já se especulava que poderiam haver vários outros planetas pelo espaço — contudo, a existência de vida ou não neles era um assunto mais delicado, que nem sempre foi visto com bons olhos. Isso começou a mudar com a Revolução Copernicana: “quando perceberam que todos os planetas podiam viajar em torno do Sol, não foi difícil imaginar que outros poderiam ser como a Terra”, explicou Steven Dick, ex-historiador-chefe na NASA.

Com a invenção dos telescópios, que estão cada vez mais potentes, somados a outras tecnologias, a humanidade vem caminhando na busca por vida extraterrestre. Embora não tenhamos encontrado outros seres vivos por enquanto, os cientistas têm ótimos recursos em mãos para continuar tentando.

Conheça abaixo alguns projetos de busca por vida extraterrestre:

Instituto SETI

O telescópio Allen Telescope Array, dedicado a observações astronômicas e buscas por inteligência extraterrestre, sendo usado também pelo instututo (Imagem: Reprodução/Seth Shostak/SETI Institute)
O telescópio Allen Telescope Array, dedicado a observações astronômicas e buscas por inteligência extraterrestre, sendo usado também pelo instututo (Imagem: Reprodução/Seth Shostak/SETI Institute)

Será que existem civilizações avançadas que possamos detectar com os recursos que temos à disposição atualmente? Qual seriam as chances de um contato desses acontecer e quais impactos poderiam haver em nossa sociedade? É com base nestas e outras perguntas fundamentais que o Instituto SETI, uma organização sem fins lucrativos, vem trabalhando desde 1984. O primeiro projeto contou com o fundador Tom Pierson e o astrônomo Jill Tarter, que trabalharam em um pequeno programa da NASA voltado para a busca por vida extraterrestre. O programa não durou muito tempo, mas o instituto seguiu com as atividades e, ao longo dos anos, outras disciplinas de pesquisas foram incorporadas e grandes nomes passaram por lá, como o astrônomo Carl Sagan e os físicos Baruch Blumberg e Charles Townes, vencedores de prêmios Nobel.

Grande parte das buscas do SETI são voltadas para os sinais de rádio em bandas mais estreitas; quando algo interessante é encontrado, os cientistas precisam realizar observações de confirmação com outros radiotelescópios para garantir que não registraram algum sinal da Terra. Há três diferentes centros no SETI: um deles é o Carl Sagan Center, que conta com mais de 100 cientistas especialistas em quase todas as áreas da ciência relevantes para o desenvolvimento da vida; já o Center for Education é voltado para atividades educativas nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (da sigla "STEAM", em inglês). Por fim, o Center for Outreach promove a ciência ao público geral, com centenas de palestras, programas em museus e planetários e artigos publicados em veículos de comunicação.

Você pode acompanhar as atividades do instituto no Facebook, Youtube e Twitter.

Breakthrough Listen

O radiotelescópio Green Bank, usado pelo projeto (Imagem: Domínio público)
O radiotelescópio Green Bank, usado pelo projeto (Imagem: Domínio público)

No dia 20 de julho de 2015, completaram-se 46 anos do pouso lunar da missão Apollo 11. Naquele dia, foi anunciada também a Breakthrough Initiatives, uma empreitada liderada pelo físico britânico Stephen Hawking e pelo empresário russo Yuri Milner. Através de um investimento de US$ 100 milhões e dez anos de duração, a ideia da iniciativa é ajudar os pesquisadores a buscar possíveis sinais de vida extraterrestre e descobrir se, quem sabe, não estamos sozinhos no universo. Para isso, a iniciativa abraça uma série de programas de ciência espacial que investigam as perguntas fundamentais sobre a vida espaço afora.

Em meio a estes programas, está o Breakthrough Listen, que conta com parcerias com alguns dos maiores e mais avançados telescópios do mundo nos cinco continentes. O plano é estudar alvos diversos, que vão desde um milhão de estrelas próximas de nós até o plano galáctico em sua totalidade, enquanto os membros do projeto seguem à escuta de possíveis mensagens das 100 galáxias mais próximas de nós nas frequências de rádio e luz visível. Algumas levas dos dados obtidos já foram publicadas — no ano passado, por exemplo, o projeto publicou quase 2 petabytes de dados do estudo mais completo já feito do plano da Via Láctea e da região ao redor do buraco negro central, convidando o público a analisar o material em busca de sinais de civilizações inteligentes.

Você pode acompanhar as atividades do programa no Facebook, Youtube e Twitter.

Pulsed All-sky Near-infrared Optical SETI (PANOSETI)

Equipe do projeto após instalar dois telescópios de 0,5 m para buscas na luz visível (Imagem: Reprodução/UCSD OIR Laboratory
Equipe do projeto após instalar dois telescópios de 0,5 m para buscas na luz visível (Imagem: Reprodução/UCSD OIR Laboratory

Uma equipe de astrônomos das universidades da Califórnia, San Diego, UC Berkeley , Harvard University e California Institute of Technology queria descobrir se, por acaso, há alguma civilização avançada tentando se comunicar com a Terra. Para isso, eles criaram o projeto Pulsed All-sky Near-infrared Optical SETI (PANOSETI). Iniciado em 2018, o proejto foi planejado para criar um domo geodésico parecido com o olho de uma mosca, que poderá coletar sinais na luz visível e infravermelha em uma grande região do céu do hemisfério norte. "O objetivo é, basicamente, procurar sinais muito rápidos, mas poderosos, de uma civilização avançada; como são breves e provavelmente bem raros, planejamos analisar grandes áreas do céu por um longo período de tempo", explicou Dan Werthimer, cientista-chefe do Berkeley SETI Research Center.

Assim, o projeto propõe usar os domos geodésicos para coletar imagens de cerca de um terço do céu a cada noite, em busca dessas emissões astronômicas de curtíssima duração: elas podem durar apenas alguns nanossegundos, ou até um bilionésimo de segundo. Ao construir as instalações em duplas, os participantes do PANOSETI conseguirão uma visão estéreo do céu noturno, que será essencial para coonfirmar e/ou descartar emissões luminosas que, ao invés do espaço, vêm da atmosfera. No ano passado, dois protótipos de telescópios foram instalados no observatório de Lick, e o design final terá um observatório que permitirá a coleta de dados a partir de todo o céu observável. Atualmente, os pesquisadores estão caracterizando o céu noturno e avançando no desenvolvimento da missão do observatório.

Para saber mais sobre o projeto, acesse o site clicando aqui.

Galileo Project

O objeto interestelar 'Oumuamua (Imagem: Reprodução/ESO)
O objeto interestelar 'Oumuamua (Imagem: Reprodução/ESO)

Foi em 2017 que os astrônomos viram, pela primeira vez, um objeto interestelar visitando ao Sistema Solar. O objeto em questão era o ‘Oumuamua: apesar de mostrar comportamento parecido com os dos cometas, ele não tem a típica cauda desses objetos e, ainda, sua forma era parecida com a de uma panqueca. Como a passagem dele foi bem rápida, não possível estudá-lo mais a fundo para os astrônomos saberem mais sobre sua natureza. Embora um estudo publicado neste ano tenha proposto a hipótese de que o visitante seja simplesmente um pedaço de gelo arrancado de um "exoplutão", há pesquisadores que ainda acreditam que o 'Oumuamua seja, na verdade, uma nave alienígena — entre eles, está Avi Loeb, professor da Universidade de Harvard e idealizador do Projeto Galileo.

Trata-se de um projeto que, segundo Loeb, foi criado para unir técnicas científicas e expertise para tentar encontrar seres inteligentes extraterrestres. Com o apoio de fundos privados para adquirir telescópios, e uma equipe formada por técnicos, cientistas e instrumentalistas, o projeto se diferencia de outras buscas do gênero porque é voltado para a procura de evidências de artefatos alienígenas. O projeto destaca que todos os dados obtidos serão disponibilizados ao público, e que os artigos com os resultados irão passar pela revisão de pares para a publicação em revistas científicas. A comunidade científica viu a proposta com algumas ressalvas: houve quem apoiasse a ideia por representar mais uma forma de aprendermos mais sobre esses objetos, mas outros ressaltaram que já existem outros projetos que trabalham em atividades do tipo.

Você pode acompanhar o andamento do projeto em seu site, clicando aqui, e no YouTube.

Fonte: Canaltech

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