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Vida em Marte: como proteger a Terra de microorganismos alienígenas?

A NASA está buscando formas de proteger a Terra de possíveis microrganismos que venham de Marte pegando “carona” em materiais coletados pela campanha Mars Sample Return. Enquanto se prepara para trazer amostras do Planeta Vermelho para cá, a agência espacial organizou reuniões públicas na última semana para receber comentários sobre a possibilidade de pousar o contêiner com as amostras em uma área de testes em Utah, no início da próxima década.

Por enquanto, o plano de coleta segura das amostras através da campanha é o seguinte: uma nave iria pousar em Marte coletar o material, que seria armazenado em um contâiner. Esse contâiner seria enviado ao espaço, ficando em órbita ao redor do planeta. Depois, ele seria “engolido” por outro, como uma forma de proteger qualquer coisa que tenha tido contato com o planeta. Este seria selado e esterilizado a uma temperatura acima dos 400 ºC para destruir qualquer possível organismo nocivo.

Esquema da coleta das amostras em Marte e envio do material para a Terra (Imagem: Reprodução/ESA)
Esquema da coleta das amostras em Marte e envio do material para a Terra (Imagem: Reprodução/ESA)

Depois, o contêiner esterilizado iria para outro, que também seria selado e ficaria dentro de um veículo que entraria em nossa atmosfera, pousando no deserto de Utah sem paraquedas. “Assim como acontece com uma bola de beisebol, este pouso está nas capacidades do sistema de entrada na Terra”, disse Brian Clement, especialista de proteção planetária no Laboratório de Propulsão a Jato, na NASA.

A ideia de uma missão para coletar amostras de Marte e trazê-las em segurança para a Terra é um assunto que se estende há algumas décadas — e, apesar de o rover Perseverance já estar coletando o material, a NASA ainda não tem todas as respostas sobre questões relacionadas a possíveis espécimes marcianos. Portanto, ainda não se sabe exatamente como lidar com potenciais microrganismos ou quais seriam as estruturas necessárias para contê-los.

Riscos das amostras

Peter Doran, geólogo da Louisiana State University, explica que, por enquanto, estes detalhes não foram muito discutidos porque ninguém pensou que as amostras seriam, de fato, coletadas e trazidas à Terra. “Talvez esta seja a avaliação ambiental mais importante que os humanos já fizeram”, observou. Até o momento, o rover Perseverance já coletou oito amostras da cratera Jezero.

A 7º amostra coletada pelo rover Perseverance (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/ASU)
A 7º amostra coletada pelo rover Perseverance (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/ASU)

Barry DiGregorio, autor de ciências e membro do grupo International Committee Against Mars Sample Return, é um dos que se opõem ao retorno das amostras para a Terra. "Você pode imaginar o que aconteceria se tivesse organismos patogênicos de outro planeta e algo do tipo acontecesse" — em sua fala, ele se referiu à missão Genesis, que se rompeu com o impacto após o retorno.

Por outro lado, Clement ressalta que vários painéis de especialistas científicos analisaram os riscos do retorno das amostras ao longo dos anos, “e todos concluíram que os possíveis perigos são muito, mas muito baixos”, disse. Ele destacou também que a NASA vem atuando com cautela, garantindo que qualquer objeto que tenha contato direto com Marte será contido ou esterilizado antes de vir para a Terra.

Para Jim Bell, cientista planetário membro da equipe do Perseverance, não há motivos para preocupações com microrganismos marcianos escapando das rochas das amostras e causando problemas na Terra, já que qualquer ser vivo que possa (ou não) existir por lá não teria evoluído para sobreviver na Terra. “Estamos falando sobre um ecossistema completamente diferente, uma potencial biosfera completamente diferente”, finalizou. “E, claro, nem sabemos se há uma biosfera em Marte”.

Fonte: Canaltech

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