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Vida deve voltar ao normal no fim de 2021, estima cofundador da BioNTech

Nathan Vieira
·3 minuto de leitura

É indiscutível que a pandemia trouxe mudanças drásticas para a vida das pessoas. No entanto, pode ser que a situação volte ao normal até o fim de 2021. Pelo menos, essa é a estimativa de Ugur Sahin, co-fundador da companhia alemã BioNTech, que tem desenvolvido com a Pfizer uma vacina contra a COVID-19. O imunologista deu uma entrevista ao programa Andrew Marr Show, da BBC, no último fim de semana.

Durante a entrevista, Sahin relatou que aguarda que novas análises dos resultados da candidata à vacina desenvolvida por BioNTech/Pfizer apresentem redução da transmissão do vírus entre as pessoas e bloqueie o desenvolvimento dos sintomas por quem for infectado: "Estou muito confiante de que a transmissão entre as pessoas será reduzida por uma vacina tão eficaz. Talvez não 90%, mas talvez 50%. Não devemos, entretanto, esquecer que mesmo isso pode resultar em uma redução substancial da propagação da pandemia", afirmou.

De acordo com Sahin, a meta atual é entregar mais de 300 milhões de doses em todo o mundo até abril de 2021, e o maior impacto aconteceria depois. "O verão nos ajudará porque a taxa de infecção diminuirá, e o que é absolutamente essencial é que tenhamos uma alta taxa de vacinação antes do fim de 2021", relatou.

O imunologista ainda contou que é essencial que todos os programas de imunização sejam concluídos antes de setembro de 2021. Questionado se a vacina era tão eficaz em pessoas mais velhas quanto nas mais jovens, ele disse que poderia dar uma resposta mais precisa com informações que surgirão nas próximas três semanas.

Vida deve voltar ao normal até o fim de 2021, estima imunologista Ugur Sahin, cofundador da empresa BioNTech(Imagem: Cottonbro/Pexels)
Vida deve voltar ao normal até o fim de 2021, estima imunologista Ugur Sahin, cofundador da empresa BioNTech(Imagem: Cottonbro/Pexels)

O cofundador da BioNTech ainda não sabe quanto tempo dura a imunidade após a segunda dose da vacina ser aplicada. No entanto, apontou que uma imunização de reforço "não deve ser muito complicada" se for constatado que a imunidade caiu significativamente após um ano. Segundo ele, os principais efeitos colaterais da vacina registrados até agora foram uma dor leve ou moderada no local da injeção por alguns dias, enquanto alguns participantes tiveram uma febre leve a moderada também por alguns dias.

Por enquanto, seu uso não será liberado, uma vez que precisa passar nas análises de segurança e receber aprovação de órgãos como a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). A aprovação de órgãos regulatórios só ocorrerá se eles estiverem satisfeitos com os dados de segurança e eficácia, por isso faz-se necessário aguardar os resultados finais nas próximas semanas. Ainda não há dados suficientes para concluir quão bem essa vacina funciona naqueles que mais precisam: os idosos. Nem se ela impede as pessoas de contrair o vírus.

A potencial vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela Pfizer com a BioNTech recebe o nome de BNT162b2 e depende de duas doses para promover a imunização completa contra o agente infeccioso. O imunizante carrega um RNA mensageiro que estimula o organismo a produzir uma proteína específica do coronavírus. Depois de produzida, o sistema imunológico pode reconhecer a vacina como um antígeno e, assim, cria imunidade contra a doença. Caso o estudo clínico seja concluído com sucesso, essa será a primeira vacina produzida e aprovada — na histórica da medicina — a partir do uso do mRNA.

Fonte: Canaltech

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