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Victoria’s Secret mira valor maior em negociações para venda

Eliza Ronalds-Hannon e Crystal Tse
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Victoria’s Secret, controlada pela L Brands, retomou negociações com interessados sobre uma possível venda e busca mais do que o dobro do valor de US$ 1,1 bilhão estabelecido em um acordo no ano passado não concretizado, segundo pessoas a par do assunto.

Após fortes vendas recentemente, a empresa agora mira um valor de pelo menos US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões em uma venda potencial, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas. No ano passado, a L Brands concordou em cancelar um acordo que daria à firma de private equity Sycamore Partners o controle de 55% da marca de lingerie por cerca de US$ 525 milhões.

O valor da rede poderia subir ainda mais, segundo o diretor financeiro, Stuart Burgdoerfer, que citou estimativas de analistas em comunicado enviado por e-mail à Bloomberg na quinta-feira.

“Como resultado da melhoria substancial do desempenho da Victoria’s Secret, vários analistas sell-side avaliaram a empresa em até US$ 5 bilhões”, disse Burgdoerfer.

Melhor desempenho

Em relatórios neste ano, analistas do Wells Fargo e Credit Suisse deram à rede um valor potencial acima de US$ 4 bilhões, e o Citigroup disse em nota em fevereiro que a empresa poderia ser avaliada em US$ 5 bilhões.

A L Brands disse que pretende concluir a venda ou o desmembramento da Victoria’s Secret até agosto.

“O conselho e nossa equipe de gerência continuam avaliando uma possível cisão do negócio da Victoria’s Secret em uma empresa de capital aberto separada e a venda do negócio”, disse Burgdoerfer no comunicado. “O conselho está empenhado em buscar a opção que retornará o maior valor aos acionistas.”

Demanda atípica

A Victoria’s Secret tem observado um aumento “atípico” da demanda nos últimos trimestres, de acordo com demonstrações financeiras. Com as fortes vendas e o sucesso da divisão online, a empresa elevou sua previsão de lucro trimestral duas vezes em março, chegando a US$ 1 por ação no período que termina em abril.

Os números apontam uma virada repentina para a rede de lingerie, que há anos enfrentava queda das vendas e buscava se recalibrar depois de perder o investimento da Sycamore assim que as paralisações do coronavírus começaram.

A Sycamore moveu um processo em abril de 2020 para rescindir o acordo fechado em fevereiro, argumentando que a L Brands havia violado os termos ao deixar de pagar aluguel e colocar milhares de trabalhadores em licença em meio à pandemia.

O acordo fracassado lançou dúvidas sobre o futuro da marca, aprofundadas pela polêmica em torno da empresa e de vínculos do ex-presidente do conselho Les Wexner com Jeffrey Epstein, acusado de abuso sexual.

Wexner, de 83 anos, deixou a presidência do conselho em fevereiro de 2020. Ele e a esposa, Abigail, não tentarão a reeleição na assembleia anual de acionistas em maio, disse a empresa.

Em novembro, a Victoria’s Secret também trocou de forma inesperada o então CEO John Mehas, que estava há menos de dois anos no cargo. Mehas foi substituído por Martin Waters.

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