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Vice do Patriota convoca nova convenção do partido e pode atrapalhar filiação de Bolsonaro

·3 minuto de leitura

BRASÍLIA — A disputa interna no Patriota, partido a qual Jair Bolsonaro negocia sua filiação, ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira. O vice-presidente da legenda, Ovasco Resende, convocou uma nova convenção da sigla para o dia 24 de junho, presencialmente em um hotel em Brasília e também virtualmente. Trata-se de um contra-ataque ao presidente do Patriota, Adilson Barroso, que é acusado de cometer irregularidades para ganhar a maioria do partido, alterar o estatuto e assim abrir caminho para a o ingresso do presidente da República na sigla. A falta de unidade ameaça a filiação de Bolsonaro.

A convocação foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União (DOU). Segundo o texto, Resende fez o chamamento provocado pela “maioria da Comissão Executiva Nacional e do Diretório Nacional”, amparado no artigo 38 do Estatuto do Patriota que permite que a convocação possa ser feita pelo vice-presidente. O documento partidário diz que: “É competência da Comissão Executiva Nacional: I - convocar a Convenção Nacional, através da Presidência, e/ou em conjunto com a Primeira-Vice Presidência Nacional.”

De acordo com o secretário-geral do Patriota, Jorcelino Braga, a nova convenção foi convocada por orientação de advogados. O objetivo é que nova reunião cumpra todos as regras que teriam sido ignoradas por Adilson Barroso.

— O nosso jurídico entendeu que deveríamos fazer uma nova convenção com quórum qualificado, dando o prazo legal de dez dias, publicando em todos os 27 estados da federação e no Diário Oficial, diferente do que fez Adilson — disse Braga.

A convenção vai deliberar sobre os atos do presidente e sobre possíveis sanções, além de discutir alterações estatuária. A reunião também terá como pauta a possibilidade de o Patriota lançar um candidato próprio ao Palácio do Planalto em 2022.

— Estamos fazendo uma convocação por entendemos que a maioria (do partido) é nossa por pleno direito. Esse é o primeiro de uma série de atos jurídicos que vamos fazer — disse o secretário-geral.

A convenção não discutirá a filiação do senador Flávio Bolsonaro, que ingressou no partido em 31 de maio. Braga afirma que o grupo não tem uma posição fechada sobre a entrada de Bolsonaro na legenda, mas defende que o presidente da República precisa conversar com toda a Executiva e não apenas com Barroso.

— Ninguém é contrário à filiação do presidente Bolsonaro, somos contrários às atitudes de Adilson — pontuou Braga.

Procurado, o presidente do Patriota ainda não se manifestou.

Essa é a terceira convenção do partido marcada nas últimas semanas. Na primeira, realizada no dia 31 de maio, houve mudança do estatuto e Flávio Bolsonaro filiou-se à legenda. Entretanto, o grupo de Resende apontou irregularidades e um cartório de Brasília emitiu uma nota devolutiva — documento utilizado para cobrar esclarecimentos — dando 30 dias para a entrega de documentos que explicassem a "eventual não satisfação do quorum qualificado" na convenção.

Após a contestação do cartório, uma nova convenção foi convocada por Barroso e realizada na última segunda-feira, novamente com mudança no estatuto. No evento, Barroso disse que esperava ter solucionado as contestações sobre o quorum. Flávio participou da convenção e fez um discurso apaziguador, dizendo que disputa interna só traz prejuízos.

Diante do impasse partidário, interlocutores de Bolsonaro já veem sinais de que o presidente pode desistir de ingressar no Patriota mais uma vez. Em 2018, ele estava em negociações avançar com Barroso, que chegou a mudar o nome a sigla de Partido Ecológico Nacional (PEN) para Patriota para receber o então deputado federal Bolsonaro como candidato à Presidência. Após interferência do advogado Gustavo Bebianno, ex-ministro morto em 2020, Bolsonaro se filiou ao PSL.

Ao final daquele ano, o Patriota, para cumprir a cláusula de barreira e ter direito ao fundo partidário, anunciou a fusão com o PRP, controlado por Ovasco Resende. Barroso, embora tenha se mantindo na presidência, ficou apenas cerca de 30% da sigla, enquanto Resende domina 50%. Os cerca de 20% restante estão nas mãos de parlamentares. É justamente para tirar essa desvantagem que Barroso é acusado de ter feito mudanças no partido de modo irregular.

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