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Viagens domésticas durante feriado ajudam recuperação da economia chinesa

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No período de oito dias da Golden Week, foram registradas 637 milhões de viagens e uma movimentação de quase US$ 70 bilhões Centenas de milhões de turistas chineses impulsionaram a recuperação econômica da China durante o feriado nacional da Golden Week, em meio a preocupações persistentes em relação aos gastos dos consumidores. Foram 637 milhões de viagens na China durante o feriado de oito dias deste ano, que terminou na quinta-feira, gerando receita 466,6 bilhões de yuan (cerca de US$ 69,5 bilhões), segundo o “Financial Times”, com base em dados do Ministério da Cultura e Turismo. O feriado é visto como um barômetro importante para os gastos do consumidor na segunda maior economia do mundo. Os dados do PIB chinês do terceiro trimestre, que serão divulgados neste mês, também serão examinados de perto em busca de sinais de como as outras economias podem se recuperar da pandemia. Embora os números reflitam volumes notavelmente altos de viagens dentro da China, em um momento em que outros países estão lutando para combater o coronavírus, eles continuam bem abaixo do total de 782 milhões de viagens do feriado no ano passado, ao longo de um período de sete dias. A receita proveniente do turismo também foi 30% menor do que no mesmo período do ano passado, mas a queda foi muito menor do que nos feriados anteriores à Golden Week na China, como o festival Dragon Boat, em junho. “[O panorama] ainda está longe do normal e evidencia especialmente o que as pessoas chamam de consumo social, o tipo de gasto das famílias que exige que elas saiam de casa. É de longe o elo mais fraco da economia chinesa ainda ”, disse Louis Kuijs, economista-chefe para Ásia da consultoria Oxford Economics. A recuperação da China foi beneficiada pelo forte crescimento industrial e apoio estatal, mas a atividade de consumo mostra um quadro misto da recuperação econômica mais proeminente do mundo. De maneira geral, a economia chinesa voltou a crescer no segundo trimestre, após uma contração histórica no início do ano. Mas os dados sobre vendas no varejo apenas voltaram ao território de crescimento em agosto, após sete meses consecutivos de declínio, na comparação anual.