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Viagem do Sol nos braços espirais da galáxia ajudou a formar a crosta da Terra

Cientistas detectaram uma relação entre a formação da crosta terrestre e a viagem do Sol ao redor do buraco negro no centro da Via Láctea. Em um novo artigo, eles demonstram como a crosta foi produzida à medida que o Sistema Solar entrava e saída dos braços espirais da nossa galáxia.

A viagem do Sol

A localização atual estimada do Sistema Solar na Via Láctea (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/R. Hurt/J. West/Lallement/Leike & Enßlin)
A localização atual estimada do Sistema Solar na Via Láctea (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/R. Hurt/J. West/Lallement/Leike & Enßlin)

Tanto os quatro braços espirais da Via Láctea quanto o Sistema Solar estão girando em torno do buraco negro supermassivo no centro da galáxia, mas em velocidades diferentes. Os braços estão a 210 km/s, enquanto o Sol está a 240 km/s.

A diferença pode ser pouca, mas ao longo dos 4 bilhões de anos de “vida” do Sol, isso se torna expressivo e faz com que ele saia de um braço espiral e entre em outro. Esses braços são regiões densas que retardam a passagem das estrelas, mas não impedem.

Quando uma estrela sai de um braço, ela viaja ainda mais rápido antes de entrar no braço seguinte. Isso parece ocorrer uma vez a cada 200 milhões de anos. Acontece que há outra coisa que coincide com esse número: o ritmo de importantes eventos que contribuíram para a formação da crosta terrestre.

A formação da crosta terrestre

O manto é a segunda camada após a crosta (Imagem: Reprodução/Phys.org)
O manto é a segunda camada após a crosta (Imagem: Reprodução/Phys.org)

Esses eventos são o resfriamento e cristalização do magma fluido ou semi-fluido, que se transformaram em rochas. Esse magma vem diretamente do manto, a camada abaixo da crosta. À medida que o processo de convecção faz o magma quente subir à superfície, ele esfria e se transforma em rocha sólida.

Os pesquisadores conseguiram criar uma linha do tempo desse processo por meio dos grãos minerais produzidos pelo magma. Esses grãos podem aprisionar elementos como o urânio, que por sua vez possui uma espécie de registro sua idade. Eles também conseguiram rastrear a composição do magma original.

Isso permitiu aos cientistas decodificarem a frequência de eventos formadores de crosta. Os resultados sugerem um ritmo aproximado de 200 milhões de anos para essa produção de rochas na Terra primitiva.

Com dois processos — um na Terra e outro na galáxia — apresentando um ritmo de 200 milhões de anos, os cientistas investigaram se haveria alguma relação entre eles.

A nuvem de Oort

A localização da Nuvem de Oort, bem além do Cinturão de Kuiper, onde fica Plutão. As distâncias marcadas estão em unidades astronômicas (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
A localização da Nuvem de Oort, bem além do Cinturão de Kuiper, onde fica Plutão. As distâncias marcadas estão em unidades astronômicas (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

À medida que o Sol se move no interior de um braço espiral, a interação entre essa região densa e a nuvem de Oort (uma área na fronteira do Sistema Solar formada por cometas e asteroides congelados) acaba empurrando o material da nuvem, enviando-o para mais perto do Sistema Solar (onde estão os planetas).

Esses cometas empurrados podem chegar perto da Terra a 52 km/segundo, e até mesmo atingir nosso planeta. Por isso, a equipe do novo estudo argumenta que esses impactos acabam alimentando a produção de crosta terrestre.

As colisões teriam removido grandes volumes da superfície da Terra ao mesmo tempo que comprimiam o manto, produzindo magma. O magma produzido nesses impactos seria as “primeiras sementes”, às quais se juntaria o magma formado a partir de processos geológicos posteriores.

Quando o Sol sai de um braço espiral, a Nuvem de Oort deixa de ser comprimida e não envia mais cometas à Terra. O período de 200 milhões de anos de intervalo corrobora com esse modelo.

O artigo foi publicado na revista Geology.

Fonte: Canaltech

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