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A Via Láctea teria se formado lenta e tranquilamente, segundo este novo estudo

·3 minuto de leitura

Acredita-se que a Via Láctea, a galáxia da qual o Sistema Solar faz parte, tenha surgido há mais de 13 bilhões de anos, mas exatamente como essa enorme estrutura cósmica começou a se formar ainda é um mistério. Algumas pesquisas indicam que, ao longo de sua existência, nossa galáxia absorveu outras menores e, assim, alimentou seus braços espirais — tudo isso por meio de colisões violentas. No entanto, em um novo estudo publicado na revista Astrophyiscal Journal Letters, pesquisadores indicam que a Via Láctea teria evoluído lenta e pacificamente — ao contrário do que se pensava até então — e isso seria comum a outras galáxias espirais.

Para os astrônomos, observar e analisar a Via Láctea não é uma tarefa tão simples, pois nos encontramos dentro dela. Por isso, eles buscam por galáxias semelhantes que ofereçam um contexto para encaixar as peças desse quebra-cabeça. A partir do Very Large Telescope (VLT), que faz parte do Observatório Europeu do Sul (ESO, sigla em inglês), localizado no Chile, pesquisadores estudaram a galáxia espiral UGC 10738, localizada a cerca de 320 milhões de anos-luz da Terra.

Galáxia UGC 10738 observada pelo VLT (Imagem: Reprodução/Jesse van de Sande/VLT/ESO)
Galáxia UGC 10738 observada pelo VLT (Imagem: Reprodução/Jesse van de Sande/VLT/ESO)

Até então, pensava-se que discos finos e grossos da Via Láctea teriam surgido a partir de uma colisão violenta com uma galáxia menor, mas a nova análise revelou que a UGC 10738 possui estruturas de discos semelhantes. Então, além de esses discos serem comuns em outras galáxias espirais, a presença deles sugere que sejam o produto de um longo e lento, mas constante, processo evolutivo. “Nossas observações indicam que os discos finos e grossos da Via Láctea não surgiram devido a uma mistura gigantesca, mas uma espécie de caminho 'padrão' de formação e evolução da galáxia", explicou o co-autor do artigo, Nicholas Scott, que é pesquisador do Centro de Excelência ARC da Austrália para Astrofísica do Céu em 3D (ASTRO 3D).

Se os discos da Via Láctea se formaram a partir de uma colisão incomum, não se esperava encontrar essas estruturas em outras galáxias. "Este é um passo importante para a compreensão de como as galáxias de disco se agruparam há muito tempo. Sabemos muito sobre como a Via Láctea se formou, mas sempre houve a preocupação de que a Via Láctea não fosse uma galáxia espiral típica", disse Ken Freeman, também co-autor do estudo e professor da Universidade Nacional da Austrália.

O braço da Via Láctea observado acima do VLT, no Chile (Imagem: Reprodução/ESO/B. Tafreshi)
O braço da Via Láctea observado acima do VLT, no Chile (Imagem: Reprodução/ESO/B. Tafreshi)

O estudo revelou que os discos grossos da UGC 10738 são formados por estrelas antigas, ricas em hélio e hidrogênio, enquanto os discos finos são feitos de estrelas muito jovens e ricas em metais. Através do espectrômetro Multi Unit Spectroscopic Explorer (MUSE), do VLT, os pesquisadores estimaram a proporção de metal das estrelas nos discos finos e grossos. "Eles eram praticamente iguais aos da Via Láctea — estrelas antigas no disco grosso, estrelas mais jovens no disco fino. Estamos olhando para algumas outras galáxias para ter certeza, mas isso é uma evidência muito forte de que as duas galáxias evoluíram da mesma forma", apontou o co-autor da pesquisa, Jesse Van Sande.

Os pesquisadores acreditam que estudos sobre outras galáxias espirais possam ser somados aos esforços de modelagem da Via Láctea — tanto sobre sua formação quanto sua evolução. O artigo com mais informações sobre o novo estudo foi publicado no Astrophyiscal Journal Letters.

Fonte: Canaltech

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