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Veterano da Invesco aposta em moedas de pior desempenho mundial

Susanne Barton
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O pior trimestre para moedas de mercados emergentes em um ano alarmou muitos investidores, que foram obrigados a abandonar o navio. No entanto, um veterano do mercado continua otimista.

Alessio de Longis, responsável por soluções de alocação tática de ativos da Invesco em Nova York e que administra ativos de renda fixa há 18 anos, disse que moedas dos países em desenvolvimento estão baratas e recompensarão investidores que aguentarem a volatilidade. Ele aposta em algumas das moedas com pior desempenho do mundo neste ano, como o real e a lira turca, à espera de que uma virada da economia global no segundo e terceiro trimestres aumente o apetite por risco.

O índice de moedas de países em desenvolvimento da MSCI caiu 1,1% nos primeiros três meses do ano, a maior baixa desde o primeiro trimestre de 2020 em meio à alta dos rendimentos dos Treasuries e do dólar. No mesmo período, um indicador de ações de mercados emergentes subiu 2%.

“Quando o ciclo de crescimento global está sincronizado e em alta, vemos o capital fluindo para fora dos Estados Unidos e para o resto do mundo”, disse De Longis, que ajuda a administrar os US$ 1,35 trilhão em ativos da Invesco. “O motor da manufatura global começa a decolar.”

A visão do gestor da Invesco diverge de outras empresas de Wall Street, que se tornaram cada vez mais pessimistas em relação às moedas de mercados emergentes nos últimos meses. O Morgan Stanley está preocupado com a lenta vacinação, o que pode prejudicar o crescimento econômico nesses países, enquanto o Citigroup acredita que rendimentos mais altos dos títulos do Tesouro dos EUA e um dólar forte continuarão pressionando ativos do mundo em desenvolvimento.

Com o fraco desempenho dessas moedas neste ano, nem mesmo taxas de juros mais altas que as dos EUA foram suficientes para garantir ganhos. Dezessete das 23 moedas de países em desenvolvimento monitoradas pela Bloomberg apresentaram retornos de carry trade negativos em relação ao dólar este ano. Nas operações de carry trade, investidores tomam dólares emprestados para investir em moedas de maior rendimento.

Para De Longis, os rendimentos dos Treasuries de 10 anos devem se estabilizar em torno de 1,7% e serão negociados de lado pelo resto do ano, permitindo que moedas de maior rendimento se fortaleçam. Ao contrário de muitos no mercado, ele não está preocupado com um ciclo inflacionário nos EUA que poderia levar o Federal Reserve a apertar a política monetária.

O gestor da Invesco tem posições compradas em moedas de mercados emergentes desde o segundo trimestre de 2020. Além do real e da lira turca, ele também tem estratégias compradas no rand sul-africano, rublo russo e peso colombiano. Mas, em vez de usar o dólar, ele financia essas negociações com posições vendidas em moedas de mercados emergentes de menor rendimento da Coreia, Taiwan, Chile e República Tcheca. A cesta teve retorno positivo este ano, disse.

“O que nos permite manter isso com conforto é a construção de portfólio, alocação de risco”, disse De Longis. “Sem nenhuma posição de uma única moeda grande o suficiente para dominar o risco do portfólio, não importa o quanto dê errado, é realmente o que nos permite não nos preocupar com perdas de um ‘trade’ individual.”

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