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Verizon anuncia venda da AOL e do Yahoo por metade do valor que pagou

Felipe Demartini
·3 minuto de leitura

A Verizon anunciou nesta terça-feira (03) a venda da AOL e do Yahoo por US$ 5 bilhões. O negócio, que já vinha sendo assunto de especulações desde a última semana, foi fechado com a Apollo, uma gestora de investimentos americana, com um valor que representa pouco mais da metade do que foi pago originalmente pelo conglomerado de mídia.

As duas empresas compunham um grupo que era chamado internamente de Verizon Media (anteriormente conhecido como Oath, com atuação inclusive no Brasil) e também incluía outras companhias, como os sites de tecnologia Engadget e TechCrunch, bem como plataformas focadas em mídias sociais e publicidade. As antigas gigantes da internet, entretanto, eram as maiores expoentes de uma divisão e também as causadoras de números abaixo do esperado, que levaram a diferentes mudanças de rumo, demissões e reorganizações ao longo dos últimos anos.

O anúncio do negócio foi categorizado pela Verizon como agridoce e basta olhar os números para entender o porquê. Enquanto a venda, como dita, foi concretizada por um valor estimado em US$ 5 bilhões, a empresa pagou pelo Yahoo, em 2016, US$ 4,83 bilhões; já a compra da AOL foi concretizada um ano antes, em 2015, por US$ 4,4 bilhões. As apostas nunca decolaram de verdade, apesar de mudanças gerenciais ao final de 2020 terem dado sinais de melhora, ainda que a companhia tenha vendido duas de suas principais propriedades, os sites Huffington Post e BuzzFeed.

Apesar do tom amargo do comunicado assinado pelo CEO da Verizon, Hans Vestberg, o diretor do braço de mídia, Guru Gowrappan, não demonstrou o mesmo sentimento. Em comentário oficial, ele disse que a união com a Apollo representa um passo importante para um ecossistema de mídia forte, que vem apresentando crescimento de dois dígitos nos últimos seis meses e, agora, se posiciona melhor para aproveitar oportunidades. Ele dá, inclusive, uma dica do que deve ser um dos focos dessa nova fase, a publicidade online.

Outros setores em que a Verizon Media vem prestando atenção são os de comércio eletrônico, serviços de informação e entretenimento por assinatura ou parceria estratégias com outras empresas de mídia. De acordo com os números divulgados nesta semana, o conglomerado conta com cerca de 900 milhões de usuários ativos todos os meses, além de ser a organização cujos perfis têm a maior taxa de crescimento no TikTok.

Divulgação curiosa

O anúncio da aquisição levou a situações peculiares, como o texto do site Engadget divulgando a venda da própria controladora. O artigo, escrito pelo editor executivo Aaron Soupporis, começa com uma nota de que o tema é “constrangedor” e afirma, ainda, não saber exatamente se o interesse de sua nova controladora, a Apollo, coincide com as análises, notícias e avaliações de produtos publicadas pelo veículo.

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De acordo com a nota, os principais pontos de interesse por trás da aquisição seriam as plataformas de tecnologia e publicidade da Verizon, além dos serviços de e-mail, finanças e esportes do Yahoo, grandes motivadores do fluxo de acesso aos serviços da empresa. Ao final, ainda vem uma piada com tom amargo, indicando que, em breve, o Engadget informará os leitores sobre sua postura em relação aos rumores de lançamento de iPhones com tela dobrável pela Apple.

Sob o controle da Apollo, a nova empresa de mídia será rebatizada apenas como Yahoo, com a Verizon mantendo uma parcela de 10% do negócio. O CEO seguirá sendo Gowrappan, enquanto o procedimento ainda depende de autorizações regulatórias e não tem data para ser concluído — a expectativa é que todo o processo seja finalizado no segundo semestre deste ano. Outras informações sobre o destino de negócios existentes, reorganizações, fechamentos e demais mudanças não foram divulgadas.

Seja como for, a notícia já está causando alguns movimentos igualmente peculiares no mercado. As ações da Verizon iniciaram o pregão desta segunda com alta de 0,33%, valendo US$ 57,98, enquanto os papeis da Apollo iniciaram as negociações com leve baixa, de 0,14% e sendo negociadas a US$ 55,29.

Fonte: Canaltech

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