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Verificação de imagens pode chegar a apps de namoro, e-commerce e mais

·3 minuto de leitura

As fotos que você vê no Airbnb são reais? E quanto a fotos em aplicativos de namoro? Ou as fotos de produtos usados que você vê no eBay?

Hoje, ainda é difícil saber se você está sendo enganado ou induzido a erro, já que existem poucos mecanismos de verificação das imagens que você vê online. É por isso que a startup Truepic está lançando um kit de desenvolvimento de software (SDK) que permite que qualquer aplicativo com acesso à câmera interna autentique os metadados de uma foto, por meio de um carimbo de data, hora e geolocalização no momento da captura. Este SDK faz parte do plano da empresa de expandir sua tecnologia e criar um registro indelével em toda e qualquer imagem capturada por uma câmera habilitada.

Para o lançamento do kit, houve um aumento de US$ 26 milhões no financiamento da série B, que reúne alguns dos maiores nomes na área de fontes de conteúdo. O objetivo é combater a disseminação de fake news adicionando metadados autenticados a imagens e vídeos.

A rodada foi liderada pelo fundo de risco da Microsoft, M12, com investimento estratégico da Adobe. Ambas as empresas, assim como a Truepic, são líderes de uma iniciativa intersetorial chamada Coalition for Content Authenticity and Provenance (C2PA), que criou padrões técnicos para metadados autenticados que podem ser reconhecidos em todo o ecossistema da web. Também participaram da rodada a Sony Innovation Fund da IGV, Hearst Ventures e colaboradores da Stone Point Capital.

O SDK será compatível com os padrões C2PA e ajudará a levar a tecnologia de verificação da Truepic a um público muito mais amplo. Atualmente, a empresa atende a cerca de 100 clientes, principalmente do setor financeiros, incluindo a Equifax, a Ford e a TransUnion. Em 2020, viu sua receita crescer em 300%. Também firmou uma parceria com a Qualcomm, fabricante de chips, no intuito de integrar sua tecnologia Foresight à plataforma móvel Snapdragon 888 5G. Isso fará com que aparelhos equipados com o chip tenham uma capacidade nativa de, ao capturar imagens e vídeos, utilizarem automaticamente a tecnologia desenvolvida pela Truepic. Além desta parceria, a startup forneceu subsídios a organizações de direitos humanos e jornalistas para usar sua tecnologia ao documentar violações em lugares como a Síria.

Entretanto, ela ainda precisa adentrar ecossistemas maiores de compartilhamento de fotos, como redes sociais, e-commerce, aplicativos de namoro, serviços de aluguel e hospedagem e outros sites prestadores de serviços, onde fraudes, desinformação e manipulação de imagens correm desenfreadas. “O trabalho da Qualcomm mostra que a criação de um SDK é o caminho mais rápido para mitigar o problema”, diz Jeff McGregor, CEO da Truepic.

McGregor acredita que o SDK da empresa permitirá que grandes marcas de tecnologia ofereçam a seus usuários uma câmera segura e verificável. Ele afirma que 60 empresas já demonstraram interesse no kit, e que, no próximo ano, “aplicativos carro-chefe” utilizando a tecnologia já estarão disponíveis no mercado. Porém, o CEO ainda não revelou quem serão os primeiros parceiros da Truepic.

“Nosso maior objetivo de longo prazo é tornar a captura de fotos confiável em toda a Internet – em cada smartphone, em cada aplicativo – e resolver um dos problemas mais graves da credibilidade online”, diz McGregor.

Ele se refere ao que chamam de “dividendo do mentiroso”. Prática na qual pessoas mal intencionadas se valem da possibilidade de algo ser falso para limar a confiança daquilo que é real – um desafio que surgiu com o crescimento da manipulação de fotos e com o aumento da capacidade técnica de algoritmos em fraudar imagens.

“A ideia de se perder toda a credibilidade pela desconfiança gerada por fotos e vídeos na internet é uma coisa assustadora”, ele diz. “Poder provar o que é real é a melhor solução para isso.”

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