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Vereador em Minas Gerais defende morte de cachorros de rua e gera indignação entre ativistas

Louise Queiroga
·3 minuto de leitura

RIO — Durante votação na Câmara Municipal de João Pinheiro (MG) de um projeto de lei para conscientizar crianças sobre a proteção aos animais, o vereador Eli Corrêa (DEM) foi o único parlamentar presente a votar contra e chamou atenção por defender a morte de cachorros de rua. A declaração dele, na segunda-feira, dia 19, revoltou defensores pela causa animal em todo país.

"Cachorro de rua pra mim é perder tempo. Eu, se passar por cima de um cachorro, nem olho pra trás", diz o legislador em trecho de sua polêmica justificativa. "Cachorro na rua... não é lugar de cachorro não. Cachorro de rua tem que matar".

Em vídeo da sessão publicado no YouTube, é possível escutar, no minuto 23:30, Corrêa pedindo a palavra sobre a pauta do projeto de lei 79 de 2021, de autoria do vereador Alexandro Vieira dos Santos. A proposta, referente ao mês de prevenção a crueldade contra os animais, acabou sendo aprovada por 11 votos a favor e um contra.

"Senhor presidente, eu quero falar um pouco. Esse negócio de cachorro está me incomodando", discursa Corrêa, acrescentando já ter visto "três pessoas morrerem de leishmaniose de cachorro e gato".

Corrêa adotou o argumento dos riscos de animais passarem doenças aos humanos, como a leishmaniose visceral, que é transmitida a partir da picada de insetos. Se um cachorro estiver infectado e um inseto picá-lo, então este mesmo inseto poderá transmitir a doença para uma pessoa através de também uma picada.

"Cachorro de rua que vier com toda banda aí, com problema de doença, trazendo problema de saúde para a população", disse Corrêa. "Cachorro de rua é proibido de estar na rua tentando os outros. Pessoa até morre com a mordida de um cachorro. Tinha que matar ele no tiro, no cacete".

A forma apresentada pelo parlamentar para combater essas prováveis infecções à população de João Pinheiro foi vista como extrema e desproporcional, desrespeitando os direitos dos animais. Chegou a permanecer em vigor no país por vários anos uma portaria que proibia o tratamento de cachorros com leishmaniose visceral, mas ela foi derrubada por uma decisão judicial em 2013.

O deputado federal Fred Costa (Patriota-MG), que adota a bandeira da causa animal, manifestou indignação perante ao posicionamento do vereador Corrêa e informou, por meio de rede social, ter feito uma representação ao Ministério Público de seu estado sobre o caso, além de uma queixa na Polícia Civil com o objetivo de, segundo ele, levar o vereador à prisão "em cumprimento à lei Sansão", de sua autoria.

"Também estamos direcionando ofício para Camara Municipal de João Pinheiro solicitando abertura de processo interno, enviando o caso para comissão de ética clamando pela cassação do mandato do legislador Eli Corrêa", afirmou Costa. "É inadmissível um vereador fazer apologia a crime contra os animais!!!", acrescentou, destacando: "Chega de impunidade!! Chega de maus-tratos!!"

Conforme disse Costa na postagem, o delegado Bruno Lima, que é deputado estadual por São Paulo e também defende os animais, se posicionou contrário a Corrêa.

"Ele votou contra um projeto de lei que visa conscientizar crianças sobre maus-tratos aos animais e usou frases ABSURDAS para justificar o seu posicionamento‼", afirmou Lima no Instagram. "NÃO TOLERAREMOS QUEM COMPACTUA COM OS MAUS-TRATOS‼"

Em resposta à publicação dele, a ativista da causa animal Luisa Mell também mostrou revolta pelas falas do vereador.

"Meu Deus do céu!! Como este tipo de gente é eleita?!? @del.brunolima conte comigo! Ele está incentivando maus tratos! Tem q ser punido", comentou a ativista.