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Vento solar pode estar "expulsando" dióxido de carbono de Vênus

A sonda Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA), encontrou dióxido de carbono enquanto sobrevoava Vênus. As moléculas do composto foram identificadas fora da ionosfera, camada atmosférica externa de Vênus. Apesar de a missão da Solar Orbiter ser voltada para estudos do Sol e dos processos que ocorrem em nossa estrela, ela precisa sobrevoar o planeta de tempos em tempos para ajustar sua órbita e se aproximar do nosso astro.

Até o momento, a Solar Orbiter já realizou três sobrevoos de Vênus, que renderam descobertas impressionantes sobre o magnetismo do planeta. A Terra tem um campo magnético gerado pelo núcleo metálico a cerca de 3 mil km sob a superfície, e este campo nos protege das partículas do vento solar. Enquanto isso, Vênus tem apenas um campo magnético induzido, de força fraca.

Enquanto a Terra tem um campo magnético protetor, vindo do movimento do núcleo metálico, Vênus tem um campo magnético induzido (Imagem: Reprodução/ESA)
Enquanto a Terra tem um campo magnético protetor, vindo do movimento do núcleo metálico, Vênus tem um campo magnético induzido (Imagem: Reprodução/ESA)

Este campo vem das interações entre o vento solar e a atmosfera venusiana, e a Solar Orbiter descobriu que se estende por pelo menos 300 mil km no espaço. Ele pode acelerar partículas da atmosfera do planeta a mais de 8 milhões de km/h — e, às vezes, estas partículas podem ser arrancadas da atmosfera de Vênus, mudando a composição química dela.

Lina Hadid, física de plasma espacial na Escola Politécnica de Paris, explica que, como as moléculas de dióxido de carbono estavam fora da ionosfera, elas foram encontradas em uma região onde gases de baixa densidade interagem com as partículas do Sol. “Isso significa que os íons pesados de carbono e oxigênio podem escapar da atmosfera e serem carregados pelo vento solar”, disse.

Ao observar o carbono “fugindo” da atmosfera, os cientistas podem trabalhar em estimativas da quantidade do composto que existia no planeta há milhões de anos, bem como as interações com o vento solar levaram à perda de íons da atmosfera. Com comparações das interações de Vênus e o vento solar com a Terra, os cientistas podem descobrir informações valiosas na busca por vida em outros planetas.

A Solar Orbiter ainda deve realizar cinco sobrevoos por Vênus antes do fim de sua missão, estimado para o início da década de 2030. Conforme ela se aproximar novamente do planeta, haverá novas oportunidades para os cientistas investigarem os detalhes das interações do vento solar com os gases densos que envolvem nosso vizinho.

Fonte: Canaltech

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