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Venezuela desafia sanções dos EUA e importa petróleo do Irã

Lucia Kassai e Fabiola Zerpa
·3 minutos de leitura

(Bloomberg) -- Um petroleiro está descarregando condensado do Irã para a Venezuela em meio à tentativa dos dois países de escapar das sanções dos Estados Unidos.

O navio é identificado em documentos internos como Honey, de acordo com um relatório e uma pessoa com conhecimento da situação. O nome real do petroleiro é Horse, segundo um documento. O superpetroleiro com bandeira do Irã, que desativou o sinal de satélite em 7 de agosto, começou a descarregar cerca de 2 milhões de barris de condensado, um tipo de petróleo extra leve chamado South Pars, no porto estatal venezuelano de José no sábado.

A carga provavelmente será usada pela estatal Petróleos de Venezuela para ser misturada com petróleo bruto da Venezuela e ajudar a impulsionar a produção no cinturão de petróleo do Orinoco.

A Venezuela, membro fundador da Opep e com as maiores reservas de petróleo do mundo, tenta driblar a queda da produção depois que as sanções dos EUA cortaram o acesso a equipamentos e compradores para seu petróleo. A produção caiu para 339 mil barris por dia em julho, o nível mais baixo desde a década de 1910, de acordo com dados da Opep e do governo compilados pela Bloomberg.

É a primeira vez que a Venezuela importa petróleo bruto do Irã, embora tenha importado gasolina. É também a primeira importação de petróleo do país desde abril de 2019, quando conseguiu um carregamento de petróleo nigeriano Agbami para misturar com seu óleo pesado e produzir o carro-chefe Merey 16, a mistura mais exportada do país.

O navio Horse está registrado na National Iranian Tanker Company, que já enfrenta sanções do governo dos EUA. Em sua última posição informada, estava perto de Fujairah, na costa dos Emirados Árabes Unidos. Antes de embarcar para a Venezuela, o petroleiro desligou o transponder, prática que se tornou comum entre navios com destino à Venezuela.

As importações são usadas para compensar a queda da produção de petróleo leve da Venezuela, usado para produzir o Merey, ou como diluente para ser misturado com tipos viscosos de petróleo e torná-los mais comercializáveis.

O Ministério da Informação da Venezuela, a PDVSA e o Ministério de Relações Exteriores do Irã não retornaram ligações e e-mails com pedido de comentários.

Os EUA têm intensificado as sanções, deixando pouco espaço para empresas trabalharem com o regime do presidente Nicolás Maduro.

No mês passado, os EUA apreenderam quatro petroleiros que transportavam gasolina iraniana com destino à Venezuela em uma ação sem precedentes do governo Trump. Os petroleiros transportavam 1,116 milhão de barris de petróleo, confiscados após a ajuda de “parceiros estrangeiros”, disse o Departamento de Justiça na época. A Casa Branca não comentou sobre a importação mais recente.

Depois que empresas como as russas Rosneft Trading, TNK Trading e a mexicana Libre Abordo SA cortaram relações com o regime, o governo de Caracas expandiu negócios com o Irã.

Neste ano, o governo de Teerã forneceu 1,5 milhão de barris de gasolina para a PDVSA e alimentos para o primeiro supermercado iraniano na Venezuela.

A falta de gasolina obriga venezuelanos a enfrentarem filas por horas e até dias, enquanto Caracas sofre racionamento. A perspectiva de piora da escassez de combustível e de agitação social no país levou a PDVSA a tentar reativar a rede de refino afetada por anos de má gestão.

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