Venezuela afirma que desvalorização do moeda permite incentivar exportações

Caracas, 9 fev (EFE).- O chanceler da Venezuela, Elías Jaua, afirmou neste sábado que a decisão do Governo de desvalorizar o bolívar em 32% frente ao dólar responde a uma política de incentivar as exportações e a atividade produtiva em um momento no qual está se integrando ao Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Esta política "tem a ver certamente com uma política de estímulo às exportações especialmente de cara ao desafio que significa para a Venezuela e para seu setor produtivo o ingresso no Mercosul", indicou Jaua em entrevista coletiva após uma reunião com seu colega brasileiro, Antonio Patriota.

O Governo venezuelano desvalorizou a moeda frente ao dólar, que passou de 4,3 a 6,3 bolívares, perante os focos inflacionários que a economia estava apresentando, muito dependente das importações.

"Estes tipos de ações, como o ajuste cambial, não são medidas isoladas, mas estão inscritas dentro de um marco de promoção da política de exportação", assinalou Jaua.

Nesse sentido, Jaua indicou que o novo valor do dólar com relação ao bolívar se transforma em um estímulo tanto para a política de produção nacional como de exportação.

Além disso, ressaltou que é "uma forma de proteger os dólares do povo venezuelano (...) frente aos ataques especulativos dos setores financeiros monopólicos da oligarquia nacional".

Jaua, nomeado no mês passado, indicou que "o desafio mais importante de exportação" para a Venezuela está no Mercosul.

No entanto, o chanceler afirmou que "além do Mercosul", a Venezuela tem "caminhos importantes em matéria de troca comercial" com o Caribe e América Central, além disso da Rússia, China e o Irã. EFE

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