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Vendedora de camisetas com o rosto de Lula e Marielle diz que bolsonarista fez ataques racistas: 'Não obrigamos a seguirem nossa ideologia'

·2 minuto de leitura

RIO — As camisetas com o rosto da ativista e vereadora Marielle Franco dividem espaço na barraca Antiplay, no Largo do Machado, com as do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Freire e Spike Lee. Na frente da loja, as vendedoras Nayara dos Santos e Camila Cristina estendem os panos de chão estampados com o rosto do presidente Jair Bolsonaro e roupas com frases críticas a ele. No dia-a-dia, as cariocas ouvem críticas, recebem olhares estranhos e são alvos de brincadeiras. Nesta semana, no entanto, uma mulher que passava pela praça na Zona Sul do Rio atacou as duas com ofensas racistas e chutou os produtos em exposição, como mostrou o colunista Ancelmo Gois.

Nayara conta que a bolsonarista apareceu na barraca pela primeira vez na terça-feira de manhã, questionando os produtos que estavam sendo vendidos e xingando as vendedoras. Como não recebeu atenção, deixou o local e voltou no dia seguinte, ainda mais inflamada e com o celular na mão.

— Ela chegou com comentários racistas, preconceituosos e contra a barraca, gravando as meninas. Chegou fazendo arruaça e não respeitando ninguém. A princípio, ninguém deu ideia, mas ela insistiu com os xingamentos. Estamos trabalhando. Se ela ou outra pessoa tem algo contra, é só não comparecer, não comprar. Não obrigamos ninguém a seguir nossa ideologia — conta a vendedora.

Na quarta-feira, a senhora parou em frente à barraca e começou a filmar e agredir as vendedoras: "Essa gente tem que morrer... Na minha opinião, vocês tinham que morrer de fome, tinha que quebrar isso tudo. Vocês são uma bosta. Vamos filmar e colocar no Facebook".

— Ela voltou fazendo outra apresentação. Eu já estava ciente do que havia acontecido no dia anterior, mas ela pegou todo mundo de surpresa. Como ela chegou gravando, eu comecei a abrir as camisetas, até para fazer uma propaganda do estabelecimento. Fomos orientados a não retrucar para não dar respaldo para ela. Quando os seguranças acharam ela, ela começou a se vitimizar, insultar outros expositores, disse que tem problemas psiquiátricos, que toma remédio. Nada justifica a humilhação e a forma como ela nos tratou, fora o prejuízo — conta Nayara.

Após os ataques, as vendedoras receberam o apoio de outros expositores no local e de seguranças da Guarda Presente. Pessoas que passavam em frente à barraca na noite de ontem pararam para prestar solidariedade e comprar os produtos.

— Sempre tratamos bem nossos clientes, os expositores... Na cabeça dela, ela poderia fazer o que fez e sair impune. Sempre tem um ou outro que nos chama de comunista, petista... mas nada tão agressivo e direto como ela fez. Tem aqueles que não aprovam, passam e viram a cara. E estão no seu direito. Da forma agressiva como ela fez, com comentários preconceituosos, foi a primeira vez — explica.

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